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Desemprego sobe a 11,8% e Brasil tem mais de 12 milhões pessoas sem trabalho no trimestre até agosto

30/09/2016 11:44 BRT | Atualizado 30/09/2016 11:44 BRT
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Bloomberg via Getty Images
A job seeker holds her passport while waiting to be called on at a government unemployment center in Sao Paulo, Brazil, on Aug. 31, 2015. Brazil's July unemployment rate rose more than forecast by all analysts as the country heads to its longest recession since 1931. With joblessness on the rise and above-target inflation eating into real wages, consumption has been declining. Photographer: Paulo Fridman/Bloomberg via Getty Images

O número de pessoas sem emprego no Brasil ultrapassou a marca de 12 milhões no trimestre encerrado em agosto, quando a taxa de desemprego subiu a 11,8%.

Com isso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a taxa de desemprego, população classificada assim por ter procurado emprego sem encontrar, apresentou piora pela terceira vez seguida e renovou a máxima do levantamento, iniciado em 2012.

No trimestre até julho, a taxa tinha sido de 11,6%. "O cenário continua bem difícil, visto que há recordes expressivos de desocupados e num período em que a economia já deveria apresentar melhora, como acontece num segundo semestre", destacou o coordenador da pesquisa no IBGE, Cimar Azeredo. "Os desempregados vem acompanhados de queda nos ocupados com números expressivos."

Com a economia em recessão e ainda apresentando dificuldade de reversão, o número total de desempregados entre junho e agosto atingiu o recorde de 12,024 milhões, alta de 36,6% sobre o mesmo período do ano passado, ou 3,220 milhões de pessoas a mais.

No trimestre até julho, eram 11,847 milhões de desempregados. Em relação a março, abril e maio, a população desempregada de junho, julho e agosto aumentou em 583 mil pessoas, ou 5,1%.

A Pnad Contínua mostrou ainda que a população ocupada diminuiu 2,2% em relação ao ano anterior, representando 1,991 milhão de pessoas a menos do que no ano passado.

Dados do Ministério do Trabalho há tinham destacado a deterioração do mercado ao mostrarem que o Brasil fechou 33.953 vagas formais de emprego em agosto, um pouco acima do esperado.

Rendimento se mantém estável

A pesquisa informa ainda que o rendimento médio real habitualmente recebido pelos brasileiros teve uma variação negativa dentro da margem que o IBGE considera de estabilidade. A renda média foi de R$ 2.011, 0,2% a menos que os R$ 2.015 do trimestre imediatamente anterior e 1,7% a menos que os R$ 2.047 registrados no mesmo período do ano passado.

A massa de rendimento real em todos os trabalhos também não apresentou em variação considerada significativa pelo IBGE frente a março, abril e maio, mas caiu 3% na comparação com 2015. O total está em R$ 177 bilhões.

(Com informações da Reuters e Agência Brasil)

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