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João Doria defende Escola sem Partido: 'Não pode ter política na escola'

27/09/2016 14:04 -03 | Atualizado 27/09/2016 14:04 -03
AFP via Getty Images
João Dória Junior, the host of the television reality show at APRENDIZ 2010 (Brazil), Columnist at Isto É Dinheiro Magazine and President at LIDE, Corporate Leaders Group, poses on October 21, 2009 in Sao Paulo. Joao Doria Jr. is a journalist and advertising executive, founder and president of the Group Doria Associados, a small television production company in 1994. He is also founder and coordinator of LIDE, Corporate Leaders Group, that gathers the 700 most important Brazilian companies, which represents together 44% of Brazilian�s PIB. AFP PHOTO/JOSÉ LUIS DA CONCEIÇÃO/AGENCIA ESTADO (Photo credit should read JOSE LUIS DA CONCEICAO/AFP/Getty Images)

Para o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, política não deve ser discutida nas escolas. Em evento com sindicalistas da Força Sindical, ele defendeu o projeto que instituiu a Escola Sem Partido.

"Defendo o Escola Sem Partido. Nossos filhos não têm de ter educação política nas escolas. Uma criança de 6, 7 ou 8 anos não tem capacidade de decidir. Não pode ter política na escola”, disse, segundo o Estadão.

Escola Sem Partido

A proposta da Escola Sem Partido é incentivar uma educação sem enviesamento político. O projeto, defendido por políticos como Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Magno Malta (PR-ES), entretanto, vai na contramão do que se entende por metodologia de ensino. Contraria a noção de que a escola também é civilizatória e o conceito de ensino de Paulo Freire, de que toda educação é política.

Para o defensor do projeto, que tramita na Câmara dos Deputados, deputado Izalci (PSDB-DF), a ideia é evitar que os professores aproveitem a “audiência dos alunos” para incliná-los a determinado partido político ou conduta moral. O projeto foi apelidado do “Lei da Mordaça”.

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