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Aos 12 anos, menino é aceito na Cornell University, uma das melhores dos EUA

02/09/2016 09:56 BRT | Atualizado 02/09/2016 09:56 BRT
ASSOCIATED PRESS
In this Friday, Aug. 26, 2016 photo, Jeremy Shuler, 12, a freshman at Cornell University, poses on campus in Ithaca, N.Y. He’s the youngest student on record to attend the Ivy League school. (AP Photo/Mike Groll)

12 anos. Essa é a idade com que o adolescente americano Jeremy Shuler vai começar seus estudos universitários na Cornell University, uma das melhores instituições de ensino dos EUA.

Ais dois anos, ele já lia livros em inglês e coreano - língua nativa de sua mãe, uma doutora em engenharia espacial que desde o nascimento de Jeremy se dedica a educar a criança em casa. Aos seis anos, o pequeno já se dedicava ao estudo de cálculo.

jeremy cornell

"É um risco extrapolar, mas se você olhar para a sua trajetória, e se ele permanecer no curso, algum dia ele vai resolver um problema que nós nem concebemos", disse o reitor da Faculdade de Engenharia da Cornell, Lance Collins, ao Guardian.

Com o feito, o menino se torna o mais jovem aluno de uma universidad da Ivy League - grupo que reúne as mais renomadas instituições de ensino norte-americanas. A primeira vez que Jeremy prestou o SAT, exame que garante ingresso nas universidades americanas, ele tinha dez anos, e pontuação suficiente para começar os estudos na Cornell. Sua família, no entanto, morava no Texas, muito longe do estado de Nova York, onde fica a universidade.

Seu pai precisou conseguir transferência para que Jeremy pudesse iniciar seus estudos na universidade onde seu avô dá aulas e o pai do jovem fez doutorado.

Aos cinco anos, o menino já tinha lido "O Senhor dos Aneis" e outros livros bastante avançados para a sua idade por conta própria. Matriculá-lo no jardim de infância não fazia sentido.

"Nós estávamos preocupados com sua socialização com as outras crianças", contou Harrey Shuler, mãe de Jeremy, ao Guardian. "No parquinho, ele ficava com medo das outras crianças correndo e gritando. Mas quando o levamos a um acampamento de matemática ele foi muito sociável. Ele precisava de pessoas com os mesmos interesses".

Aos poucos, o menino diz que está se adaptando à vida universitária, já fez até alguns amigos e tem planos de investir na carreira acadêmica. "As aulas, por enquanto, ainda estão fáceis, mas eu sei que logo elas ficarão bem difíceis".

jeremy cornell

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