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PT fará 'oposição incansável' contra reformas nas áreas sociais propostas por Temer

01/09/2016 21:49 BRT | Atualizado 01/09/2016 21:49 BRT
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Lula Marques / AGPT

Com a saída definitiva de Dilma Rousseff da Presidência da República, PT e partidos aliados articulam uma oposição “implacável” às votações do governo de Michel Temer no Congresso.

O foco serão propostas que ameacem conquistas sociais, como a reforma trabalhista, previdenciária e a desvinculação de benefícios como os da Previdência dos reajustes concedidos ao salário mínimo. Também entra na lista qualquer proposta que retire recurso da saúde e da educação.

"Nossa posição é de resistência. Se deixarmos, eles vão passar por todos os direitos dos trabalhadores. Vamos fazer uma oposição implacável. Vamos nos colocar contra esse projeto de ataque ao trabalhador. Seremos radicais. Não espere de nós nenhum consenso, internamente não vamos aceitar que nenhum parlamentar tenha um apostura colaboracionista”, garante o líder da minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Em entrevista à Humberto Costa, explica que o enfrentamento não levará em conta o jogo do "quanto pior melhor".

Nesta sexta-feira (2), senadores petistas se reúnem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir as primeiras estratégias. Entre as linhas de atuação que serão discutidas está a reaproximação com movimentos sociais e a campanha para as eleições municipais.

No discurso após o julgamento no Senado, Dilma pediu a união "independente de filiação partidária" em torno de causas comuns a todos progressistas, "contra a agenda conservadora".

"Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados, Sei que vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer."

Na primeira reunião ministerial após a posse, Temer, por sua vez, pediu apoio da base para aprovar as reformas trabalhista e previdenciária e o teto de gastos públicos nos Congresso.

Além do PT, outros partidos resistem a medidas impopulares, como a adoção de uma idade mínima para aposentadoria. "Isso de mudar o (fator) 85/95 eu sou contra. O que eu defendi a vida inteira não vou mudar", afirma o senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos últimos a declarar voto contrário ao impeachment.

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