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Saiba como votou cada senador no julgamento que tirou Dilma Rousseff da Presidência

31/08/2016 15:00 -03 | Atualizado 31/08/2016 15:00 -03
Mario Tama via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - AUGUST 30: Senators and others gather during final deliberations on the impeachment of suspended President Dilma Rousseff on August 30, 2016 in Brasilia, Brazil. The Senate is in final deliberations before voting on whether to impeach Rousseff and permanently remove her from office. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

Dilma Rousseff foi destituída da Presidência da República na manhã desta quarta-feira (31) após ser condenada no Senado Federal. Foram 61 votos favoráveis a 20 contrários. Com isso, os defensores do impedimento superaram os 2/3 de votos necessários — 54 de 81 — para cassar seu mandato.

Com a saída de Dilma, o presidente interino, Michel Temer, será empossado como novo presidente do Brasil ainda hoje.

Oito meses após a abertura do processo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a ex-presidente foi condenada por crime de responsabilidade fiscal.

Saiba como votou cada senador.

Acir Gurgacz - PDT/RO SIM

Aécio Neves - PSDB/MG SIM

Aloysio Nunes Ferreira -PSDB/SP SIM

Alvaro Dias - PV/PR SIM

Ana Amélia - PP/RS SIM

Angela Portela - PT/RR NÃO

Antonio Anastasia - PSDB/MG SIM

Antonio Carlos Valadares -PSB/SE SIM

Armando Monteiro -PTB/PE NÃO

Ataídes Oliveira - PSDB/TO SIM

Benedito de Lira - PP/AL SIM

Cássio Cunha Lima -PSDB/PB SIM

Ciro Nogueira -PP/PI SIM

Cidinho Santos - PP/MT SIM

Cristovam Buarque - PPS/DF SIM

Dalirio Beber - PSDB /SC SIM

Dário Berger - PMDB /SC SIM

Davi Alcolumbre - DEM/AP SIM

Edison Lobão- PMDB /MA SIM

Eduardo Amorim - PSC/SE SIM

Eduardo Braga - PMDB/AM SIM

Eduardo Lopes -PRB/RJ SIM

Elmano Férrer - PTB/PI NÃO

Eunício Oliveira - PMDB/CE SIM

Fátima Bezerra - PT/RN NÃO

Fernando Bezerra Coelho - PSB/PE SIM

Fernando Collor - PTC/AL SIM

Flexa Ribeiro - PSDB/PA SIM

Garibaldi Alves Filho - PMDB/RN SIM

Gladson Cameli - PP/AC SIM

Gleisi Hoffmann - PT/PR NÃO

Hélio José - PMDB/DF SIM

Humberto Costa - PT/PE NÃO

Ivo Cassol - PP/RO SIM

Jader Barbalho - PMDB/PA SIM

João Alberto Souza - PMDB/MA SIM

João Capiberibe - PSB/AP NÃO

Jorge Viana - PT/AC NÃO

José Aníbal - PSDB/SP SIM

José Agripino - DEM/RN SIM

José Maranhão - PMDB /PB SIM

José Medeiros - PSD/MT SIM

José Pimentel - PT/CE NÃO

Katia Abreu - PMDB/GO NÃO

Lasier Martins - PDT/RS SIM

Lídice da Mata - PSB/BA NÃO

Lindbergh Farias - PT/RJ NÃO

Lúcia Vânia - PSB/GO SIM

Magno Malta -PR/ES SIM

Maria do Carmo Alves -DEM/SE SIM

Marta Suplicy - PMDB/SP SIM

Omar Aziz - PSD/AM SIM

Otto Alencar -PSD/BA NÃO

Paulo Bauer - PSDB/SC SIM

Paulo Paim -PT/RS NÃO

Paulo Rocha -PT/PA NÃO

Raimundo Lira - PMDB/PB SIM

Pedro Chaves - PSC/MS SIM

Randolfe Rodrigues - REDE/AP NÃO

Regina Sousa - PT/PI NÃO

Reguffe - Sem Partido/DF SIM

Renan Calheiros - PMDB/AL SIM

Ricardo Ferraço - PSDB/ES SIM

Roberto Muniz -PP/BA NÃO

Roberto Requião - PMDB-PR NÃO

Roberto Rocha – PSB/MA SIM

Romário - PSB/RJ SIM

Romero Jucá - PMDB/RR SIM

Ronaldo Caiado – DEM/GO SIM

Rose de Freitas – PMDB/ES SIM

Sérgio Petecão – PSD/AC SIM

Simone Tebet - PMDB/MS SIM

Tasso Jereissati – PSDB/CE SIM

Telmário Mota – PDT/RR SIM

Valdir Raupp – PMDB/RO SIM

Vanessa Grazziotin –PcdoB/AM NÃO

Vicentinho Alves - PR / TO SIM

Waldemir Moka - PMDB/ MS SIM

Wellington Fagundes – PR/MT SIM

Wilder Morais – PP/GO SIM

Zeze Perrella – PTB/ MG SIM

Impeachment de Dilma Rousseff


Última etapa do julgamento

O julgamento de Dilma no Senado durou 112 dias. Começou em 12 de maio, quando o processo foi aceito por 55 senadores.

Assim que deixou o Palácio do Planalto, Dilma prometeu lutar pelo mandato. Nos últimos três meses, o Palácio da Alvorada não se tornou exatamente o bunker que estava previsto; Dilma ficou reclusa, e as articulações pelo seu retorno pareciam não decolar.

Enquanto a petista viajava o País para se defender, Temer instalou seu governo sem mulheres e negros no comando dos ministérios. Ele anunciou reformas na Previdência e na legislação trabalhista, enviou uma proposta para colocar um teto nos gastos públicos e anunciou uma nova meta fiscal.

No Senado, o impeachment correu a todo vapor. Senadores aliados do então governo interino tentaram encurtar prazos enquanto Cardozo se esforçou para manter cada segundo da defesa. No dia 12 de agosto, Dilma se tornou ré, com 59 votos.

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