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Após Bolívia, presidente do Equador anuncia que vai retirar embaixador no Brasil

31/08/2016 16:04 -03 | Atualizado 31/08/2016 16:04 -03
NurPhoto via Getty Images
President of Ecuador, Rafael Correa met with internacionles news agencies in the Carondelet Palace, dutante his speech also gave figures on how much it would cost to recover the areas affected by the earthquake that devastated part of the coastal area of Ecuador, in Quito 08 June 2016. (Photo by ACGPHOTO/NurPhoto via Getty Images).

O presidente do Equador, Rafael Corrêa, se posicionou no Twitter sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (30). Corrêa fez coro ao discurso de golpe, defendido pelo Partido dos Trabalhadores e acrescentou que o Brasil sofreu uma "traição".

Corrêa é um tradicional aliado do governo Dilma e também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse tipo de atitude, na diplomacia, demonstra a insatisfação de uma nação em relação a outra.

"Destituíram a Dilma. Uma apologia ao abuso e à traição. Retiraremos nosso encarregado da embaixada", escreveu Correa em sua conta no Twitter.

O presidente equatoriano disse que a destituição de Dilma relembra tempos "obscuros" da América Latina.

Mais cedo, antes da votação que cassou Dilma, o presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou chamar o embaixador boliviano de volta.

"Se prosperar o golpe parlamentar contra o governo democrático de @dilmabr, a Bolívia convocará seu embaixador. Defendamos a democracia e a paz", escreveu o presidente boliviano.