MULHERES

Índia recomenda que turistas "não usem saias"

29/08/2016 11:46 BRT | Atualizado 29/08/2016 11:46 BRT
Rupak De Chowdhuri / Reuters
People hold candles during a vigil to show solidarity with the nun who was raped during an armed assault on a convent school, in Kolkata March 16, 2015. Christians in India said on Monday that the Hindu nationalist government of Prime Minister Narendra Modi had not done enough to protect their religion, after a spate of attacks including the rape of the 75-year-old nun at the weekend. Christians prayed and held vigils across the country to protest against the rape during an armed assault on a convent school, the worst in a series of incidents that followers of the faith say are making them feel unwelcome in their own country. REUTERS/Rupak De Chowdhuri (INDIA - Tags: CRIME LAW RELIGION)

O ministro de Cultura e Turismo da Índia, Mahesh Sharma, informou nesta segunda-feira (29) que o governo irá entregar folhetos com informações de boas-vindas para os turistas nos quais recomenda aos visitantes, entre outros aspectos, que “não usem saias”.

O material informativo também recomenda aos visitantes que “não saiam à noite em pequenas cidades, não usem saias e fotografem a placa do veículo que andarem”. A recomendação para fotografar as placas deve-se ao fato de muitos taxistas desonestos estarem envolvidos em assaltos e mesmo estupros.

O ministro indicou que sua intenção não era dizer aos visitantes o que vestir, e, sim, informar que na Índia há diferentes credos religiosos.

As palavras de Sharma foram rapidamente contestadas pelo prefeito de Nova Délhi e líder opositor, Arvind Kejriwal, que afirmou no Twitter que “as mulheres tinham mais liberdade de vestir as roupas que escolhessem na época das proibições do que nos tempos do atual primeiro-ministro Narendra Modi”.

A época das proibições refere-se à data em que textos indianos sagrados foram escritos, há mais de 3.000 anos.