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É para rir? Donald Trump 'lamenta' comentários passados que causaram sofrimento

19/08/2016 10:44 -03 | Atualizado 19/08/2016 10:44 -03
Carlo Allegri / Reuters
Republican presidential nominee Donald Trump speaks at a campaign rally in Charlotte, North Carolina, U.S., August 18, 2016. REUTERS/Carlo Allegri

No primeiro discurso que fez após reformular sua equipe de campanha nesta semana, o candidato presidencial republicano Donald Trump pediu desculpas por comentários passados que "podem ter causado sofrimento pessoal" num momento em que procura redirecionar sua mensagem em reação à queda nas pesquisas de intenção de voto.

"Às vezes, no calor do debate e falando sobre uma variedade de temas, você não escolhe as palavras certas, ou diz a coisa errada", disse Trump a uma plateia de Charlotte, no Estado da Carolina do Norte. "Fiz isso, e o lamento, particularmente quando pode ter causado sofrimento pessoal. Existe muita coisa em jogo para nos desgastarmos com essas questões."

Trump não citou nenhum exemplo de tais comentários. Para ajudar a refrescar a memória do candidato, nós enumeramos alguns momentos que Trump deveria lamentar: quando ele expulsou uma mãe e um bebê de um comício, quando ele elogiou o ditador iraquiano Saddam Hussein por 'matar terroristas', quando ele disse que poderia 'atirar em alguém sem perder nenhum eleitor' ou ainda quando ele insinuou que poderia atirar na sua rival, a candidata democrata Hillary Clinton.

Simplificando: Ele deveria lamentar por sua campanha inteira.

O empresário de Nova York fez de sua "fala dura" e de seu estilo estridente um recurso de campanha para a eleição de 8 de novembro, pedindo desculpas raramente quando criticado, mesmo por membros de seu próprio partido, por comentários ofensivos sobre mulheres, muçulmanos e imigrantes mexicanos.

No discurso do ano passado no qual anunciou que buscaria a candidatura presidencial, ele descreveu alguns imigrantes mexicanos como "criminosos e estupradores". Recentemente ele recebeu uma avalanche de críticas por menosprezar a família de um soldado norte-americano muçulmano que morreu no Iraque em 2004 depois de o pai do militar se pronunciar contra Trump na Convenção Nacional Democrata no mês passado.

A campanha de sua rival democrata, Hillary Clinton, rejeitou rapidamente as desculpas do magnata, dizendo: "Donald Trump literalmente iniciou sua campanha insultando as pessoas".

"Hoje à noite descobrimos que seu redator de discursos e responsável pelo teleprompter sabe que ele tem muito pelo que deveria se desculpar", afirmou a campanha em um comunicado.

"Mas essa desculpa hoje à noite é simplesmente uma frase bem escrita até que ele nos diga qual de seus muitos comentários ofensivos, truculentos e conflituosos ele lamenta --e mude completamente de tom."

(Com informações da Reuters)

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