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'Cansado, muito cansado': Colunista do New York Times dá lição aos pessimistas de plantão

19/08/2016 09:48 BRT | Atualizado 19/08/2016 09:48 BRT
Nacho Doce / Reuters
2016 Rio Olympics - Judo - Cidade de Deus - Rio De Janeiro, Brazil - 9/08/2016. Cousins of Brazilian judoka Rafaela Silva who won the gold medal in the 57 kg judo final, joke beside a newspaper with the picture of her next to the house where she was born at the Cidade de Deus (City of God) slum. REUTERS/Nacho Doce TPX IMAGES OF THE DAY

"O Brasil não é para iniciantes". A frase, do maestro Antônio Carlos Jobim também foi usada pelo colunista Roger Cohen para explicar um pouquinho do nosso país aos leitores no New York Times.

Em um artigo, publicado no começo desta semana, Cohen assume uma postura que está faltando para muitos dos brasileiros: de enaltecer o que o país tem de bom e aceitar que sim, os problemas existem em qualquer lugar do mundo. "Estou cansado, muito cansado, de ler reportagens negativas sobre a Olimpíada no Brasil".

O escritor, que viveu no país nos anos 1980, enumera alguns dos avanços que o Brasil alcançou desde aquela época até os dias de hoje: "A democracia e a moeda foram estabilizadas, e a classe média cresceu exponencialmente, ainda que esteja sob pressão. (...) O Brasil ainda está colocado entre as 10 maiores economias do mundo".

Em tom bastante elogioso, ele nos chama de "a terra do 'tudo bem'", e afirma ainda que "apenas um bobo pode negar que o Brasil será um dos maiores atores do século 21". Para o colunista, nosso país e o cemitério dos opositores. Ele também tece severas críticas aos países desenvolvidos, que "se incomodam" quando nações em desenvolvimento sediam grandes eventos esportivos.

E quase no fim dos jogos, que teve sim problemas, mas que também foi INCRÍVEL, ele dispara: "As Olimpíadas são boas para o Brasil e para a humanidade", citando ainda nossa campeã do judô, Rafaela Silva.

"Nas favelas, algumas crianças estão sonhando de um jeito diferente. E isso sim é uma história."

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