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Morre, aos 100 anos, o ex-presidente da Fifa João Havelange

16/08/2016 08:50 -03
ASSOCIATED PRESS
FILE - In this Nov. 22, 2010 file photo, Brazilian Joao Havelange, former FIFA president IOC member, speaks during an interview at the Soccerex Global Convention in Rio de Janeiro, Brazil. Havelange was admitted to Samaritano Hospital in Rio de Janeiro Sunday March 18, 2012. A doctor treating Havelange says the 95-year-old Brazilian was diagnosed with septic arthritis and remains in serious condition as he fights the grave bacterial infection. (AP Photo/Felipe Dana)

O ex-presidente da Fifa e ex-atleta olímpico João Havelange morreu nesta terça-feira (16), aos 100 anos, no Rio de Janeiro.

Em julho, Havelange foi internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma grave pneumonia.

Segundo o ESPN, o ex-dirigente já apresentava um histórico de problemas de saúde. Em 2012, ele ficou em estado grave por conta de uma infecção bacteriana, e em 2014 foi internado por causa de uma infecção respiratória. Aos 100 anos, ele continuava lúcido, mas bastante debilitado.

Filho de belgas, Havelange dedicou sua vida ao esporte. Durante a adolescência, foi campeão na categoria juvenil pelo Fluminense. Em 1936 participou das Olimpíadas de Berlim como nadador, e em 1952 competiu no pólo aquático, em Helsinque.

Formado em Direito pela UFF (Universidade Federal Fluminense), entre 1956 e 1974 atuou como presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, a antiga CBF). O Brasil conquistou suas três primeiras copas durante os 18 anos que ele esteve no cargo.

À frente da Fifa ficou entre 1974 e 1998, sendo o primeiro não-europeu a assumir a função.

Havelange também foi membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), entre 1963 e 2011, quando se desligou da entidade. Sua renúncia foi poucos dias antes de o comitê de ética do COI anunciar o resultado de uma investigação sobre pagamento de propinas pela ISL (detentora dos direitos de transmissão das Copas e das Olimpíadas). Havelange era suspeito de ter recebido US$ 1 milhão. As acusações contra o dirigente nunca culminaram em condenações judiciais.