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Temer e partidos manobram para adiar votação de cassação de Cunha

10/08/2016 16:19 -03 | Atualizado 10/08/2016 16:19 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Brazil's Vice President Michel Temer (L) is seen near President of the Chamber of Deputies Eduardo Cunha during the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) national convention in Brasilia, Brazil, March 12, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente interino Michel Temer e a antiga oposição operam para deixar a votação do processo de cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha para depois do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Temer atuou para adiar a votação porque receia que ele possa atrapalhar o impeachment caso perca o mandato, topando uma delação premiada e saindo "atirando" contra membros do governo.

O plano de adiar a cassação de Cunha já era defendido pelo chamado "Centrão", partidos como PP, PSD e PTB, mas enfrentava resistência entre congressistas do PSDB e do DEM. Contudo, após uma operação do Planalto, os partidos concordaram em adiar a votação para os dias 12 e 16 de setembro, depois do julgamento do impeachment.

Além de adiar a votação da cassação de Cunha, Temer também age para antecipar o julgamento final do impeachment da presidente afastada. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a acusação deve abrir mão de prazos para antecipar em alguns dias o início do julgamento, marcado para o dia 25 de agosto.

Para a oposição, a pressa do peemedebista se deve à possibilidade de delação premiada do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

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