NOTÍCIAS

Por 'pressão' de Temer, julgamento final do impeachment pode ser antecipado de novo

10/08/2016 11:36 -03 | Atualizado 10/08/2016 11:36 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Brazil's interim President Michel Temer gestures during a ceremony where he made his first public remarks after the Brazilian Senate voted to impeach President Dilma Rousseff at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, May 12, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

O julgamento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado pode acontecer antes da data prevista, 25 de agosto. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a acusação pode abrir mão de prazos e assim antecipar o início do julgamento para o dia 23 de agosto.

A manobra atende aos anseios do presidente interino, Michel Temer, que deseja ver o caso concluído o quanto antes e viajar para a China com tranquilidade no início de setembro, onde participará da reunião de cúpula presidencial do G20.

A oposição, contudo, aponta outra razão para a pressa do presidente interino. Segundo ela, a agilidade se deve à possibilidade de delação premiada do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha -- o que poderia causar sérios problemas ao seu governo.

Para antecipar o início do julgamento, a acusação abrirá mão de alguns prazos de até 48 horas para entregar documentos e alegações finais. Com isso, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, poderá marcar o dia do início do julgamento após dez dias a partir de sexta, conforme as normas do processo.

Ontem (9), Temer assistiu em seu gabinete, no Palácio do Planalto, à sessão do Senado que decidiu dar continuidade ao processo de impeachment de Dilma Rousseff e apenas deixou o local por volta das 2h30 de hoje. "Correu tudo conforme o esperado", disse o presidente interino ao jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, Michel tem reforçado sua relação com deputados e senadores."Nós confiamos nos senadores, que têm, literalmente, correspondido às expectativas", disse.

LEIA MAIS:

- Dilma pode ficar oito meses fora do Brasil após processo de impeachment, diz Folha

- Dilma vira ré: Senado aprova continuidade do impeachment