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Brasil faz bonito na inédita participação de dois atletas na final da ginástica masculina geral

10/08/2016 19:12 BRT | Atualizado 10/08/2016 19:12 BRT
Matthias Hangst via Getty Images
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 10: Sergio Sasaki of Brazil reacts after competing on the horizontal bar during the Men's Individual All-Around final on Day 5 of the Rio 2016 Olympic Games at the Rio Olympic Arena on August 10, 2016 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Matthias Hangst/Getty Images)

Não há dúvidas de que a ginástica artística brasileira alcançou um novo patamar nestas Olimpíadas. E isso é mais do que motivo suficiente para muita comemoração.

Na competição final por equipes, na segunda-feira (8), o time masculino ficou em sexto lugar, com 263.728 pontos. Mesmo sem medalhas, a posição honrosa elevou a participação do País na modalidade - foi a primeira vez que o Brasil foi representado na disputa com uma equipe completa.

“Você imagina que a gente conseguiu, depois de muitos ciclos, trazer uma equipe para as Olimpíadas. Mais que isso, conseguimos chegar à final. Isso já é uma grande vitória para o Brasil”, comentou Diego Hypólito, que está em sua terceira participação olímpica.

Nesta quarta-feira (10), o resultado não foi diferente. Na competição final do individual, o Brasil classificou dois atletas pela primeira vez na história dos jogos: Sérgio Sasaki e Arthur Nory.

Em Londres, Sasaki foi o 10º colocado na categoria. Na Rio 2016, ele se destacou pela ótima apresentação no salto e recebeu a nota expressiva de 15.200. Na barra fixa, ele também conseguiu uma apresentação segura e bem executada. Pontuou 15.000. Novamente, Sasaki deixou sua marca registrada na ginástica brasileira e ficou na 9ª posição entre os melhores atletas.

Em sua primeira Olimpíada, Nory também roubou a cena. Ele cravou a saída da barra fixa e chamou a torcida para comemorar. Ao som de Vai Brasil, o atleta recebeu a excelente nota de 15.266 no aparelho.

Outro ponto alto da tarde foi a sua execução do salto que recebeu 14.766 de nota. O atleta fechou a competição com uma baita apresentação no solo e levou 15.133 pontos. Nory ficou na 17ª posição na classificação geral.

O voo de ouro

“Para quem não acreditava que um dia o Brasil ia chegar em uma final olímpica por equipes, estamos aqui mostrando que o Brasil está crescendo e estamos incomodando. Se eles derem uma vacilada, estamos nos calcanhares deles”, garantiu Arthur Zanetti em entrevista à EBC.

A fala do campeão olímpico sintetiza o sentimento da equipe com relação à participação nos jogos. Para Chico Barreto, porém, a sensação agora é de querer ir além, sem medo de ser comparado com os líderes mundiais da ginástica:

“Agora acabou. É colocar o pé no chão agora e começar a ir para cima. Já passei da fase que era fã desses caras. Eu os via em todos os mundiais e ficava de boca aberta. Mas já deu. Hoje eu quero é ganhar deles. As nossas notas, em dificuldade e postura, são as mesmas. O que falta agora é encaixar no momento certo, porque nível técnico a gente tem."

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