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Criança de 9 anos morre enquanto 'caçava' Pokémons no Rio Grande do Sul, diz polícia

09/08/2016 09:04 BRT | Atualizado 09/08/2016 09:04 BRT
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Reprodução/Facebook/Correio do Imbé

Um menino de nove anos morreu afogado na segunda-feira (8) em Imbé, no litoral do Rio Grande do Sul.

De acordo com o jornal Zero Hora, Artur Bobsin Ferreira morreu quando o barco onde ele estava junto com um amigo - que conseguiu se salvar - virou. As duas crianças haviam saído para caçar Pokémons.

Os dois, que estariam sozinhos no momento da tragédia, pegaram um barco de fibra usado por pescadores da região para entrar no rio Tramandaí. De acordo com o depoimento do menino que sobreviveu, o objetivo de ir para a água seria capturar bichos no jogo de realidade aumentada Pokémon Go.

O corpo do menino foi encontrado por mergulhadores profissionais, que buscavam por Artur voluntariamente. O Grupo de busca e Salvamento de Porto Alegre já havia encerrado as buscas naquele momento, segundo o Diário Gaúcho.

Informações do G1 dão conta de que o caso foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento de Tramandaí e a investigação será conduzida pela Polícia Civil de Imbé.

ATUALIZAÇÃO

Em entrevista à Rádio Gaúcha, a mãe de Artur negou que o filho jogasse Pokémon na hora da tragédia. Segundo ela, o filho sequer tinha telefone.

"Meu filho é uma criança maravilhosa, amado por todos. Não tem nada a ver com esse jogo, esse Pokémon, foi uma brincadeira, uma arte, uma tragédia cometida por dois meninos", disse Márcia Bobsin.

De acordo com o G1, diante da divergência entre o depoimento do colega que estava com Artur na hora do acidente , a polícia ordenou a perícia do aparelho para determinar se o aplicativo chegou a ser instalado.

Segundo informações do Zero Hora, o policial responsável pelo registro da ocorrência também será ouvido.

Caso a investigação confirme a relação entre o uso do aplicativo e a morte de Artur, o delegado pretende entrar com uma medida judicial para que o jogo seja proibido, segundo o jornal.

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