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Às vésperas do impeachment, aliados de Dilma pedem à PGR afastamento de Temer

08/08/2016 21:03 -03 | Atualizado 08/08/2016 21:03 -03
EVARISTO SA via Getty Images
Brazil's acting President Michel Temer attends the ceremony to announce the increase of the Bolsa Familia (Income Distribution Program) and the release of funds for education at the Planalto Palace in Brasilia on June 29, 2016. The government announced an average increase of 12.5% in the Bolsa Familia program, following two years without adjustment. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Às vésperas da votação da fase intermediária do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, aliados da petista protocolaram nesta segunda-feira (8) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo o afastamento do presidente em exercício, Michel Temer.

A representação cita as acusações feitas na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado no âmbito da Lava Jato. O delator acusa Temer de pedir R$ 1,5 milhão em recursos desviados da estatal para a campanha do PMDB à Prefeitura de São Paulo.

O documento entregue à PGR cita ainda pré-delação de Marcelo Odebrecht, que relatou um jantar com o peemedebista em que o interino teria pedido R$ 10 milhões que teriam sido dados via caixa dois.

Temer nega essas acusações.

"Essa votação do impeachment nós não vamos estar discutindo somente o afastamento ou não da presidente da República. Vamos estar discutindo também a blindagem do presidente Michel Temer", afirmou o líder da oposição no Senado, senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Ele lembrou que se o interino se consolidar no poder, não poderá ser investigado porque presidente da República só pode ser investigado por crimes referentes ao mandato.

O plenário do Senado inicia nesta terça-feira (9) a votação do relatório da comissão especial do impeachment aprovado pelo colegiado em sessão da última quinta-feira.

O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) recomenda o julgamento de Dilma por crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e ao praticar "pedaladas fiscais", atraso em repasses do Tesouro Nacional para bancos públicos.

Para ser aprovado, o texto precisa dos votos da maioria simples dos senadores, resultado dado como certo. Caso isso aconteça, a previsão é que o julgamento final de Dilma inicie no dia 25 de agosto.

Além de Lindbergh, assinam a representação a líder da oposição na Câmara, deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e os deputados Maria do Rosário (PT-RS) e Henrique Fontana (PT-RS).

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