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Forças de segurança do Sudão do Sul mataram e estupraram civis, diz ONU

04/08/2016 15:35 BRT | Atualizado 04/08/2016 15:35 BRT
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Adriane Ohanesian / Reuters
South Sudanese women and children queue to receive emergency food at the United Nations protection of civilians (POC) site 3 hosting about 30,000 people displaced during the recent fighting in Juba, South Sudan July 25, 2016. REUTERS/Adriane Ohanesian

Soldados do governo e forças de segurança do Sudão do Sul executaram civis e cometeram estupros coletivos de mulheres e meninas durante e depois dos combates de contornos étnicos do mês passado na capital Juba, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (4).

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, conclamou o governo do presidente Salva Kiir a processar os responsáveis e exortou as potências mundiais do Conselho de Segurança da ONU a adotarem uma "ação urgente" para deter a violência.

"Embora alguns civis tenham sido mortos pelo fogo cruzado entre as forças em combate, temos relatos de que outros foram executados sumariamente pelos soldados governamentais do Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLA) que parecem ter visado especificamente pessoas de origem nuer", afirmou Zeid em um comunicado.

Kiir demitiu seis ministros aliados a seu rival de longa data Riek Machar no final de terça-feira (2), aprofundando um racha político no país mais jovem do mundo e desencadeando ameaças de mais combates.

Pelo menos 73 mortes de civis foram documentadas até agora pela ONU, mas se acredita que o saldo de mortes de civis pode acabar sendo "muito maior", segundo Zeid.