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Mãe e filha são vítimas de estupro coletivo da Índia

01/08/2016 15:45 -03 | Atualizado 01/08/2016 15:45 -03
Anindito Mukherjee / Reuters
Demonstrators from the All India Democratic Women's Association (AIDWA) shout slogans and hold placards during a protest outside Saudi Arabia's embassy in New Delhi, India, September 10, 2015. India's foreign ministry summoned Saudi Arabia's ambassador over allegations one of the Middle East country's officials repeatedly raped two Nepali maids, sparking a diplomatic row ahead of a planned state visit by Prime Minister Narendra Modi. REUTERS/Anindito Mukherjee

Depois de tratarem a denúncia com imenso descaso, autoridades indianas organizaram uma verdadeira caçada aos homens suspeitos de terem estuprado uma mulher de 35 anos e sua filha, uma adolescente de apenas 13 anos de idade.

De acordo com informações da Deutsche Welle, o crime ocorreu na madrugada de sábado (30), enquanto a família viajava pelo estado de Uttar Pradesh, ao sul de Nova Déli.

Informações do Huffington Post India dão conta de que 15 suspeitos foram detidos por conta de uma possível participação no crime. Segundo o Hindustan Times, pelo menos três deles ficarão presos por 14 dias, enquanto a investigação prossegue. O chefe da gangue ainda está foragido.

Um dos familiares das mulheres pediu às autoridades que, como forma de punição aos criminosos, as duas possam fuzilar os estupradores. "Apenas nós podemos entender como é ver uma mulher e sua filha serem espancadas e estupradas diante dos nossos olhos", afirmou o homem ao Hindustan Times.

Segundo relatos publicados na imprensa indiana, a família inteira - que viajava para participar de uma cerimônia fúnebre - foi abordada pelos bandidos, que estavam escondidos em arbustos próximos da estada. Enquanto as duas mulheres foram estupradas, os outros ocupantes do veículo - dois homens e uma mulher idosa - foram amarrados e tiveram dinheiro e joias roubadas pelos bandidos.

O caso também motivou uma série de críticas à atuação da polícia no país: de acordo com relatos de parentes das vítimas, a polícia ignorou o chamado, feito por um familiar das duas, que havia sido amarrado pelos criminosos. Eles afirmam que tentaram, durante horas, chamar a linha de emergência da polícia e quando finalmente conseguiram contato, foram interrogados pelos oficiais, e não resgatados. . De acordo com a BBC, uma viatura policial também passou perto do local onde o crime ocorreu, mas não parou no lugar. Sete policiais envolvidos no incidente foram suspensos até agora.

Eles só conseguiram registrar a queixa na manhã do sábado (30), quando os criminosos já haviam fugido do local.

A Comissão Nacional para Mulheres também denunciou o tratamento médico dispensado à adolescente ao jornal The Indian Express. De acordo com o relato da família da jovem, ao ser examinada, a menina foi intimidada e teve que responder a perguntas inadequadas. Ela e sua mãe estão em estado de choque.

A cada minuto, seis crimes contra a mulher são denunciados na Índia. Desde 2012 o país tornou as leis anti-estupro mais severas - após uma jovem morrer depois de ser estuprada por uma gangue em Nova Déli.