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'Que mulheres e meninas dos EUA tenham as oportunidades que merecem'. Hillary Clinton é nomeada candidata democrata

29/07/2016 09:32 BRT | Atualizado 29/07/2016 09:32 BRT
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Gary Cameron / Reuters
Democratic presidential nominee Hillary Clinton enjoys the balloon drop with her vice presidential running mate Senator Tim Kaine after accepting the nomination on the fourth and final night at the Democratic National Convention in Philadelphia, Pennsylvania, U.S. July 28, 2016. REUTERS/Gary Cameron

Hillary Clinton foi oficialmente nomeada como candidata do Partido Democrata na disputa à Presidência dos Estados Unidos.

O ato em que ela aceitou a nomeação ocorreu na noite dessa quinta-feira (28), no encerramento da convenção do partido. Hillary disse que sua prioridade será a geração de empregos, mas não excluiu uma referência ao seu rival na disputa, o republicano Donald Trump.

"Não vamos construir um muro, mas sim construir uma economia em que cada pessoa que queira um emprego possa tê-lo", disse, em uma referência direta ao muro que Trump propôs construir na fronteira com o México.

Hillary fez história ao ser a primeira mulher a ser escolhida candidata presidencial por um dos grandes partidos. Venceu as eleições primárias nas disputas entre os outros pré-candidatos, entre eles o senador Bernie Sanders, que atraiu o voto progressista e jovem do partido e no final se uniu à sua campanha.

"Nesta noite nos atingimos um marco na marcha da nossa nação em direção a uma união mais perfeita: a primeira vez que um partido importante nomeou uma mulher para a presidência", disse ela. "Estou aqui, como filha da minha mãe e como mãe da minha filha, e muito feliz que esse dia chegou. Estou feliz pelas avós e pelas pequenas garotas, e por todos que estão entre elas. Estou feliz também pelos meninos e pelos homens, porque quando qualquer barreira cai na América, ela abre o caminho para todos".

"Vamos continuar, até que cada uma das 161 milhões mulheres e meninas dos EUA tenham as oportunidades que merecem. Mas ainda mais importante que a história que nos fazemos nesta noite, é a história que nós vamos escrever juntas nos anos que virão pela frente", finalizou.

A candidata também falou contra o discurso de Trump sobre segurança, que ela considera separatista. “Escutamos Trump dizer na semana passada que quer nos separar do resto do mundo e entre nós mesmos. Ele quer que tenhamos medo do futuro e que tenhamos medo uns dos outros".

O discurso de quinta-feira – focado na geração de empregos e salários mais altos - tem aspectos da linha defendida por Sanders, que dizia que é injustificável que os norte-americanos tenham tido queda no poder de compra e salários em queda.

Rejeição

Hillary terá três meses de campanha, com comícios, debates regionais televisivos e três grandes debates televisivos nacionais com Trump. De perfis e ideias políticas antagônicas, os dois, entretanto, se aproximam no critério rejeição do eleitorado. Ambos tem índices de reprovação superiores aos 40%.

“Com toda humildade, determinação e confiança sem limites na promessa americana que aceito a nomeação", disse Hillary, acrescentando que será "a presidente de democratas, republicanos e independentes".

Antes de falar, Hillary foi apresentada pela filha, Chelsea Clinton, que disse que a mãe é um exemplo para ela e que Hillary tem seu voto por ser uma lutadora que “nunca desiste e que acredita na união de todos pelo bem comum”.

Chelsea, de 36 anos e mãe de dois filhos, foi a última em uma série de oradores na reunião democrata que durou quatro dias, e buscou lançar Hillary como uma pessoa de família antes das eleições presidenciais de 8 de novembro, contra o republicano Donald Trump.

Ela classificou sua mãe como uma pessoa “maravilhosa, pensativa, engraçada” que arrumava tempo durante a infância da filha para ir a recitais de dança e de piano, e olhar para o céu com ela em busca de “formatos nas nuvens”.

“Aquele sentimento de ser valorizada e amada, é isso que minha mãe quer para toda criança. É o sentido da vida dela”, disse Chelsea.