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Papa diz que ataques recentes mostram que mundo está em guerra; religião não deve ser culpada

27/07/2016 16:38 BRT | Atualizado 27/07/2016 16:38 BRT
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WOJTEK RADWANSKI via Getty Images
Pope Francis meets with Polish bishops at Wawel royal castle in Krakow, on July 27, 2016 during World Youth Days. Pope Francis heads to Poland for an international Catholic youth festival with a mission to encourage openness to migrants. / AFP / WOJTEK RADWANSKI (Photo credit should read WOJTEK RADWANSKI/AFP/Getty Images)

O papa Francisco disse nesta quarta-feira (27) que a série de ataques recentes, incluindo o assassinato de um padre na França, é prova de que o “mundo está em guerra”.

O papa disse, no entanto, em conversa com repórteres a bordo do avião rumo à Polônia, que não está falando sobre a guerra religiosa, mas sobre uma dominação de interesses pessoais e econômicos.

“A palavra que está sendo repetida geralmente é insegurança, mas a palavra real é guerra”, disse em comentários a repórteres, enquanto seguia para uma visita de cinco dias na Polônia.

"Vamos reconhecer isto. O mundo está em estado de guerra em partes e pedaços”, disse, acrescentando que ataques podem ser vistos como outra guerra mundial, mencionando a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

“Agora há esta (guerra). Talvez não seja orgânica, mas é organizada e é uma guerra”, disse. “Não devemos ter medo de falar esta verdade. O mundo está em guerra, porque perdeu a paz.”

Cerca de 15 minutos depois, após agradecer a jornalistas individualmente, Francisco pegou o microfone novamente e disse que queria “esclarecer” que não se referia a uma guerra religiosa.

“Não uma guerra de religião. Há uma guerra de interesses. Há uma guerra por dinheiro. Há uma guerra por recursos naturais. Há uma guerra pela dominação de povos. Isto é a guerra”, disse

O pontífice chamou Jacques Hamel, o padre forçado por militantes islâmicos na terça-feira a se ajoelhar e que teve a garganta cortada, de “um padre sagrado”, mas disse que ele é somente uma de muitas vítimas inocentes.