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Datafolha: Rejeição de Haddad supera a de Marco Feliciano; Celso Russomano lidera disputa por SP

15/07/2016 10:38 -03 | Atualizado 15/07/2016 10:38 -03
Reprodução/Facebook/Getty Images

O atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem a maior rejeição entre os pré-candidatos na corrida pela prefeitura da capital. Sua reprovação ganha até mesmo de Marco Feliciano (PSC).

Uma pesquisa do Datafolha, publicada nesta sexta-feira (15) pela Folha de S. Paulo, mostra que 45% do eleitorado não votaria de jeito nenhum em Haddad, em meio à alta desaprovação de seu partido e abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

De acordo com o instituto, Feliciano é o segundo pré-candidato mais rejeitado, com 32% dos eleitores que não votariam nele de nenhuma maneira, seguido por Marta Suplicy (PMDB), com 31%.

Na outra ponta, o deputado federal Celso Russomano (PRB) lidera com folga a disputa para a prefeitura de São Paulo e venceria seus adversários em simulações de segundo turno, conforme informou o Datafolha.

Russomano tem 25% das intenções de voto, enquanto a ex-prefeita Marta Suplicy (PMDB) tem 16% e Luiza Erundina (PSOL) aparece com 10%. Haddad (PT) tem 8% dos votos, em empate técnico com João Doria, com 6%.

Feliciano tem 4% das intenções de voto, seguido por Andrea Matarazzo (PSD), com 3%. Segundo o instituto, brancos e nulos totalizaram 19% e 4% não souberam opinar.

A pesquisa ouviu 1.092 pessoas entre terça e quarta-feira da semana passada e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na simulação para o segundo turno, Russomano também sairia vitorioso entre seus adversários: contra Marta, venceria por 48% a 31%; contra Erundina, a vitória seria de 54% a 29%; com Haddad, Russomano venceria por 58% a 19% e, contra Dória, a vitória seria de 58% a 18%.

Sem Russomano

O instituto também fez uma simulação sem Celso Russomano, que pode ser impedido de concorrer à prefeitura pela Lei da Ficha Limpa.

Ele é acusado de desvio de dinheiro público por ter empregado uma funcionária de seu gabinete na Câmara dos Deputados como gerente de sua produtora de vídeos. O caso está no Supremo Tribunal Federal e o julgamento deve acontecer em agosto.

Sem Russomano, a sequência seria mantida, com Marta Suplicy (21%) na liderança, seguida por Erundina (13%), Haddad (11%), Doria (7%) e Marco Feliciano (5%), empatado com Andrea Matarazzo (5%). A fatia de brancos e nulos ficaria em 19% e 4% não souberam responder.

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