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Empreiteiros citam Aécio Neves em delações 'com prazer', diz jornal

06/07/2016 10:08 BRT | Atualizado 06/07/2016 10:08 BRT
Ueslei Marcelino / Reuters
Senator Aecio Neves eats during the session debating the voting for the impeachment of President Dilma Rousseff in Brasilia, Brazil, May 11, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

Mais uma vez o senador e presidente do PSDB Aécio Neves é citado em falas de delatores. Desta vez, as delações são dos executivos das empreiteiras OAS e da Odebrecht.

Segundo a coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, executivos da empresas acham que Aécio colocou "fogo" na Operação Lava Jato porque acreditava que ela acertaria apenas o PT -- e não nele.

O sócio e ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, já havia dito no final de junho que iria delatar, com base em documentos, que pagou suborno a auxiliares de Aécio, quando era governador do estado de Minas Gerais, durante a construção da Cidade Administrativa, obra mais cara do tucano nos oito anos de comando.

A obra teve um custo total de R$ 1,26 bilhão, sendo que a OAS respondeu por cerca de R$ 102 milhões e teria pago propina de 3% a um dos principais auxiliares de Aécio, Oswaldo Borges da Costa Filho.

Com um certo rancor, os executivos das empreiteiras citaram o tucano "com boa vontade" em suas delações, uma vez que Aécio pouco se importou com a possibilidade de as investigações chegarem nele.

Segundo a coluna da Mônica Bergamo, Marcelo Odebrecht teria mandado recados para Aécio, que o considerava amigo, mas as mensagens foram desprezadas pelo mineiro, que diz que não esteve com o empreiteiro no ano passado.

O senador Aécio Neves ainda não comentou as informações da coluna. Sobre as delações de Léo Pinheiro, em junho, Aécio disse na época que as declarações eram "falsas e absurdas".

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