MULHERES

Agora, Twitter vai dar o MESMO tempo de licença para os recém-papais e as recém-mamães

05/07/2016 17:57 -03
Sean Gallup via Getty Images
BERLIN - AUGUST 31: Oliver H., 42, a married federal employee on 6-month paternity leave, reads to his twin 14-month-old daughters Alma (R) and Lotte at his home on August 31, 2010 in Berlin, Germany. Under German law married couples may take 14 months parent leave, to be divided between the two spouses, during which an individual receives two thirds of his or her normal income from the state, up to EUR 1,800 a month. In order to encourage more fathers to take paternity leave, German Family Minister Kristina Schroeder is seeking to lengthen parent leave from the current 14 months to 16 months, though German Finance Minister Wolfgang Schaeuble sees the measure as too expensive. (Photo by Sean Gallup/Getty Images)

Muito se discute sobre a construção dos papéis masculinos e femininos na sociedade. Afinal, o que é ser pai? O que é ser mãe?

Na teoria, essas perguntas podem ter diversas respostas. Mas a prática grita mais alto: é sobre a mulher que recai grande parte das responsabilidades familiares e domésticas. Mas essa realidade poderia mudar caso fossem adotadas algumas medidas bem objetivas, como por exemplo, a equidade das licenças maternidade e paternidade em ambientes de trabalho.

O Twitter é uma das empresas que teve essa iniciativa: agora, no Brasil, os papais terão o direito a 20 semanas, o mesmo período a que as mães que trabalham na empresa têm direito após o nascimento de seus filhos.

A medida, válida também para casos de adoção, faz parte de uma série de ações da empresa voltadas à qualidade de vida e à equidade de gênero.

Mariabrisa Olivares, diretora de Recursos Humanos do Twitter da América Latina, acredita que, com a recente política, a empresa ajuda na desconstrução dos estereótipos de gênero e do 'papel tradicional' dos pais na família:

“O benefício está em linha com a cultura de trabalho no Twitter, que valoriza a flexibilidade e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Isso facilita a priorização da família neste momento importante e a participação igualitária de pais e mães na vida dos filhos, colaborando também para a reintegração das mulheres no retorno ao trabalho e para sua carreira no futuro."

De acordo com informações do Twitter, o programa teve início nos Estados Unidos em maio deste ano e está sendo adotado internacionalmente em todos os escritórios. Agora, passa a valer também para os funcionários brasileiros, divididos entre Rio de Janeiro e São Paulo.

A Natura também segue nessa direção. A multinacional de cosméticos anunciou que vai ampliar de cinco para 40 dias a licença-paternidade remunerada concedida a todos os funcionários, inclusive a casais do mesmo sexo e em casos de adoção.

O período é o dobro do estabelecido pelo Marco Legal da Primeira Infância, sancionado em março pela presidente afastada Dilma Rousseff, para funcionários de empresas privadas e públicas. Apesar de sancionada, a licença estendida é facultativa e se aplica somente às empresas que fizerem a adesão ao Programa Empresa Cidadã.

Em nota, a Natura justificou a ampliação da licença pela importância da "proximidade do pai nesse período" e, principalmente, "para ele estabelecer vínculo com o bebê".

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