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Governo Temer quer privatizar tudo o que for possível para reduzir rombo das contas públicas, diz jornal

04/07/2016 10:28 -03 | Atualizado 04/07/2016 10:28 -03
ANDRESSA ANHOLETE via Getty Images
Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting with business leaders at Planalto Palace in Brasilia, June 8, 2016. Brazil's annual inflation rate crept up last month to 9.32 percent, officials said Wednesday, sounding new alarm bells for Latin America's largest economy as it struggles through a deep recession. The stubbornly high inflation rate had been looking somewhat better recently, falling in each of the past three months, to 9.28 percent in April. / AFP / ANDRESSA ANHOLETE (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)

Em uma tentativa de reduzir o rombo de cerca de R$ 170,5 bilhões das contas públicas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estuda um programa de privatizações e concessões do governo Temer que irá render até R$ 30 bilhões em 2017, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, a equipe de Michel Temer está fazendo uma lista de tudo que pode ser privatizado ou concedido à iniciativa privada. A lista já conta com a Caixa Seguridade, participações da Infraero em aeroportos e concessões de rodovias, aeroportos e portos, entre outros.

O plano é chegar em 2017 com um deficit primário menor do que o de 2016, que está calculado em cerca de R$ 170,5 bilhões. Para 2018, o governo interino pretende diminuir ainda mais o rombo, em comparação a 2017.

Para isso, Temer já avisou aos seus ministros, em uma reunião na semana passada, para avaliarem em suas áreas "tudo o que puder ser privatizado e concedido ao setor privado."

Uma maior participação do setor privado já constava nos documentos publicados pelo PMDB no final do ano passado e no início deste ano, enquanto o partido rompia com a presidente afastada Dilma Rousseff.

"O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”, disse o documento Uma Ponte Para o Futuro.

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