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Eduardo Paes diz que 'chororô' do governo estadual atrapalha Olimpíada

02/07/2016 14:39 BRT | Atualizado 02/07/2016 14:39 BRT
Brazil Photo Press/CON via Getty Images
RIO DE JANEIRO, BRAZIL JULY 24: Mayor Eduardo Paes talks to the media during a press conference announcing Pope Francis schedule for his stay in Brazil at the World Youth Day Media Center on July 24, 2013 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Marcelo Fonseca/Brazil Photo Press/LatinContent/GettyImages)

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) elevou o tom das críticas ao governo estadual e afirmou neste sábado (2) que o município não assumirá novas funções do Estado. Em tom duro, disse que o governo deve "tomar vergonha na cara" e "arregaçar as mangas".

As afirmações foram feitas um dia depois do roubo do equipamentos de duas redes de TV alemãs e depois de declarações do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior, sobre as dificuldades por que passa a pasta, com risco de fechamento de hospitais na Olimpíada.

Para o prefeito, o "chororô" em torno da crise financeira do Estado está prejudicando a organização das Olimpíadas:

"Já deu. O estado já passou muita responsabilidade para o município. Eles já receberam dinheiro do governo federal. Está na hora de fazer gestão, de tomar vergonha na cara e cumprir com suas obrigações. É um absurdo um secretário dizer isso [fechamento de hospitais] a essa altura do campeonato. Vai aprender a gerenciar, vai economizar custo."

O prefeito participou na manhã deste sábado de reunião com seus secretários. De acordo com ele, se os hospitais fecharem, depois da ajuda do governo federal, "é melhor pedir o boné e ir embora, se demitir".

O prefeito se referiu ao repasse de R$ 2,9 bilhões do governo federal para a segurança dos Jogos Olímpicos. A ajuda financeira vai permitir ao Estado remanejar recursos financeiros e quitar os salários atrasados de maio dos servidores e pensionistas - o Estado havia pago R$ 1 mil mais a metade do salário.

Não havia previsão para o pagamento da outra parcela antes da liberação pelo governo federal.

O prefeito lembrou que já assumiu a administração de dois hospitais estaduais.

Paes também comentou o roubo dos equipamentos de tevê, avaliados em R$ 1,4 milhão. Para o prefeito, "falta comando" às forças de segurança.

"A gente passou do ponto. Está no limite, falta o mínimo de comando, não pode virar esse desmando no Rio. Não pode falar que é problema social porque problema social também tem em São Paulo, e a gente não vê isso. Tem em Recife, em Belo Horizonte e a gente não vê isso. O que a gente espera das forças policiais do Estado é que elas cumpram suas obrigações. Ao menos essa obrigação."

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