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Estados Unidos permitem militares trans servirem ao exército 'fora do armário'

30/06/2016 16:12 BRT | Atualizado 30/06/2016 16:12 BRT
SAUL LOEB via Getty Images
US Secretary of Defense Ashton Carter announces that the military will lift its ban on transgender troops during a press briefing at the Pentagon in Washington, DC, June 30, 2016. 'This is the right thing to do for our people and for the force,' Carter said in a statement. / AFP / SAUL LOEB (Photo credit should read SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

Um avanço histórico aconteceu nos Estados Unidos: pessoas transgêneras poderão servir abertamente o exército do país. Ash Carter, secretário de defesa, fez o anúncio nesta quinta-feira (30).

Com efeito imediato, o Pentágono revogou a proibição de militares trans servirem de acordo com sua identidade de gênero real – e sem punições.

Carter disse (via Estadão):

"Estamos falando de americanos talentosos que estão servindo com distinção, que aspiram ter uma oportunidade de servir. Não podemos permitir a existência de barreiras sem relação com qualificações, que impessam contratar e reter aqueles que melhor podem cumprir a missão".

A partir de 1º de outubro, os militares trans poderão aderir ao plano de saúde das Forças Armadas e, assim, receber tratamento.

De acordo com uma autoridade americana, os militares transgênero terão políticas exclusivas implantadas por cada força do exército – elas abrangerão do recrutamento à moradia.

A decisão vem cinco anos após o fim da proibição de gays e lésbicas servirem abertamente às Forças Armadas dos EUA e um mês após o anúncio de Eric Fanning tornar-se o primeiro chefe do exército abertamente gay.

Segundo a ONG National Center for Transgender Equality, aproximadamente 15 mil pessoas trans já servem ao exército, mesmo que não assumidas.

Recentemente, a mulher trans Patricia King tornou-se a primeira soldada de infantaria das Forças Armadas norte-americanas. Ela serve o exército há 16 anos.

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