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Delação cita propina de R$ 30 milhões a Renan, Jucá, Eduardo Braga e outros peemedebistas

28/06/2016 10:05 -03 | Atualizado 28/06/2016 10:05 -03
EVARISTO SA via Getty Images
Senate President Renan Calheiros(L) and senator Romero Juca talk during debate Wednesday on suspending and impeaching President Dilma Rousseff in Brasilia on May 11, 2016. The Senate opened debate that could bring down the curtain on 13 years of leftist rule in Latin America's biggest country. Even allies of Rousseff, 68, said she had no chance of surviving the vote. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Uma nova delação premiada do ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas, Nelson Mello, aponto o repasse de R$ 30 milhões em propina para senadores do PMDB, como o presidente da casa, Renan Calheiros, o ex-ministro do planejamento, Romero Jucá, e o ex-ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, segundo o jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira (28).

Segundo a reportagem, Mello depôs em fevereiro deste ano, antes de deixar o cargo na multinacional. Agora, a Procuradoria-Geral da República vai pedir ao Supremo Tribunal Federal que investigue a ligação dos peemedebistas com a Hypermarcas e se houve repasses para que os políticos agissem em defesa de interesse da empresa no Congresso Nacional.

Eduardo Cunha também foi citado. De acordo com o delator, o lobista Lucio Bolonha Funaro era "muito próximo" do presidente afastado e de outros peemedebistas e era um dos encarregados para distribuir o dinheiro entre os senadores do PMDB.

Em nota, a Hypermarcas diz que não é alvo de investigações e que não se beneficiou de atos praticados pelo ex-executivo do grupo Nelson Mello, segundo comunicado enviado na manhã desta terça-feira, 28, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em resposta à reportagem.

De acordo com a Hypermarcas, Mello exerceu o cargo de Diretor de Relações Institucionais até o início de março. Após sua saída, a companhia afirma que conduziu uma auditoria, que concluiu que Mello "autorizou, por iniciativa própria, despesas sem as devidas comprovações das prestações de serviços".

Ainda segundo o documento, a Hypermarcas celebrou com o ex-executivo um instrumento para assegurar o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos.

(Com Estadão Conteúdo)

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