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Membros fundadores da UE querem acelerar divórcio com Reino Unido

25/06/2016 11:17 -03 | Atualizado 25/06/2016 11:17 -03
Anadolu Agency via Getty Images
BERLIN, GERMANY - JUNE 25: German Foreign Minister Frank-Walter Steinmeier (3rd L), French Foreign Minister Jean-Marc Ayrault (2nd R), Dutch Foreign Minister Bert Koenders (R), Italian Foreign Minister Paolo Gentiloni (2nd L), Belgian Foreign Minister Didier Reynders (3rd R) and Luxembourgs Foreign Minister Jean Asselborn (L) attend a press conference after their meeting to discuss United Kingdom's decision on leaving European Union (EU), at German foreign ministry's guest house Villa Borsig in Berlin, Germany on June 25, 2016. (Photo by Mehmet Kaman/Anadolu Agency/Getty Images)

Os seis membros fundadores da União Europeia (UE) enviaram uma mensagem clara ao Reino Unido no sábado, para deixar o bloco o mais rapidamente possível após britânicos votaram para sair, no que foi o maior golpe para o projeto desde a Segunda Guerra Mundial.

Os ministros de relações exteriores dos seis países fundadores pressionaram o Reino Unido para desencadear o processo para sair do bloco de modo que eles não sejam deixados no limbo e possam se concentrar em moldar o futuro da Europa.

"Esperamos agora que o governo do Reino Unido traga clareza e cumpra esta decisão o mais rápido possível", disseram os ministros da Alemanha, França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo em um comunicado conjunto.

Separadamente, a chanceler alemã Angela Merkel disse que as negociações com o Reino Unido não devem ser conduzidas de forma a serem vistas como uma intimidação para outros países, e que não havia pressa para Londres desencadear o processo para sair.

"Sinceramente, não deve levar muito tempo, isso é verdade, mas eu não lutaria agora por um prazo curto", disse Merkel em entrevista coletiva em uma reunião do seu partido.

Na sexta-feira, ex-prefeito de Londres Boris Johnson, um militante da campanha pela saída britânica da UE e favorito nas casas de apostas para substituir David Cameron como premiê, disse que nada iria mudar no curto prazo após o referendo que determinou a saída da UE.

Somente o Reino Unido pode invocar o artigo 50 do Tratado da UE necessário para por em curso o processo para sair do bloco.

Os ministros de exterior da França e de Luxemburgo advertiram o Reino Unido para que não faça jogos que alonguem o processo.

"Não há nenhuma razão para brincar de gato e rato. Isso não seria respeitoso depois de decidir organizar este referendo", disse o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, em entrevista coletiva conjunta após a reunião dos seis ministros em Berlim.

"É do interesse britânico e dos europeus não ter um período de incerteza que teria consequências financeiras, e que poderia ter consequências econômicas e políticas", disse ele.

Os mercados acionários globais despencaram na sexta-feira, e a libra esterlina teve sua maior queda diária em mais de 30 anos depois de os britânicos votaram pela saída da UE.

Na declaração, os seis ministros das Relações Exteriores lamentaram a votação. Eles disseram que a UE perdia "não apenas um membro, mas a história, tradição e experiência".

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