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Zoológico de Buenos Aires: Atração turística fecha as portas após 140 anos

24/06/2016 15:53 BRT | Atualizado 24/06/2016 15:53 BRT
ASSOCIATED PRESS
Three white lion cubs are presented to the public at the city zoo in Buenos Aires, Argentina, Wednesday, Jan. 5, 2011. The cubs, one male and two females, were born on Nov. 16, 2010. According to zoo officials these are the first white lions to be born in South America. (AP Photo/Eduardo Di Baia)

Em decisão histórica, o tradicional zoológico de Buenos Aires fechará as portas após 141 anos de existência.

Horacio Rodríguez Larreta, prefeito da capital argentina, fez o anúncio na última quinta-feira (13), em cerimônia. O motivo? Ele explicou:

"A situação de cativeiro é degradante para os animais, não é o jeito [adequado] para cuidar deles".

Larreta – do partido de centro-direita Cambiemos, o mesmo do presidente Mauricio Macri – afirmou também que a atração turística, uma das principais da cidade, dará lugar a um parque ecológico interativo a partir de 18 de julho.

O parque, segundo o prefeito, será "um lugar no qual crianças como cuidar e se relacionar com diferentes espécies", com animais virtuais.

"Temos de valorizar os animais. O modo que eles vivem aqui definitivamente não é o correto."

Os 1.500 bichos, começando pelas aves, serão gradualmente removidos para reservas tanto na Argentina quanto em países que queiram recebê-los.

Permanecem de 50 a cem animais no local: os mais velhos ou cujo transporte pode ser arriscado.

A prefeitura de Buenos Aires tinha contrato até 2017 com a concessão privada que cuidava do zoo – e estava atrasada no pagamento mensal de R$ 250 mil à prefeitura –, mas preferiu antecipar o fim.

Larreta argumentou que as más condições das instalações é um dos motivos para a decisão ser tomada. As iniciativas do legislativo da cidade não foram o suficiente para mudar a situação.

O zoológico

Com espaço de 18 hectares e 52 edifícios vitorianos de estilo europeu considerados patrimônios históricos, o zoológico de Buenos Aires foi fundado em 1875 pelo então presidente Domingo Faustino Sarmiento – naquela época, a área se encontrava distante do centro.

Organizações pró-direitos dos animais defendiam o fechamento da área há muitos anos: só em 2015, morreram dois lobos marinhos, um filhote de girafa e uma mara.

Larreta preferiu o parque ecológico a um empreendimento imobiliário; a área será estatizada. O zoológico se situa em uma das regiões mais valorizadas de Buenos Aires.

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