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J.K. Rowling sobre Reino Unido fora da UE: 'Acho que nunca quis tanto mágica'

24/06/2016 18:01 -03 | Atualizado 24/06/2016 18:01 -03
David Moir / Reuters
J.K. Rowling, author of Harry Potter, arrives for a ceremony to mark the start of building work on a research clinic, at the University of Edinburgh in Scotland November 7, 2011. The Anne Rowling Regenerative Neurology Clinic, named after the author's mother who died from multiple sclerosis, will focus on clinical research into the treatments of the slow progression of neurodegenerative diseases. REUTERS/David Moir (BRITAIN - Tags: ENTERTAINMENT HEALTH SCIENCE TECHNOLOGY)

A escritora britânica J.K. Rowling, 50, não está nada, mas nada contente com a saída do Reino Unido da União Europeia.

Autora da série literária de fantasia Harry Potter, ela recebeu a seguinte mensagem de uma fã: "Faça alguma coisa". E Rowling respondeu com um desejo honesto e tocante:

"Acho que nunca quis tanto [que existisse] mágica."

Faisal Islam, editor de política da SkyNews, escreveu na rede social durante a madrugada desta sexta-feira (24): "Parece quase certo que a Escócia votou para permanecer e a Inglaterra (e o País de Gales) para sair".

Angharad Cole entrou na conversa de Islam e marcou Rowling: "Lamento mais pela Escócia. O resto de nós acabou de tornar a vida mais difícil para todo o Reino Unido. Estou desapontada".

Jo os respondeu:

"A Escócia vai querer a independência agora. O legado de Cameron será a quebra duas uniões. Nenhum delas precisaram acontecer."

Ainda indignada, ao ler a notícia da agência AFP que diz "URGENTE: Chefes da UE dizem que a Grã-Bretanha deve iniciar o processo de saída 'o mais rápido possível'."

A escritora cravou:

"Os apoiadores da saída são como o homem traidor chocado por não poder ficar no mesmo lugar por dois anos enquanto ele se resolve."

A colunista do Guardian Marina Hyde ironizou uma fala do parlamentar Nigel Farage, do Partido da Independência do Reino Unido: "Farage enfatiza que '[esta é] a vitória das pessoas comuns e decentes'. Os que apoiam o permanecimento são extraordinariamente indecentes".

Rowling cravou:

"Tenho orgulho de fazer parte da minoria indecente."

Pelo visto, para pessoas cujo posicionamento político é progressista e libertário, como a escritora, a vitória da saída do Reino Unido da UE não é nada bacana: porque se alguém como Donald Trump o chamou de "incrível", com certeza coisa boa não é.

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