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Suspeito de matar deputada no Reino Unido diz que seu nome é 'morte a traidores' em tribunal

18/06/2016 13:20 BRT | Atualizado 18/06/2016 13:20 BRT
ASSOCIATED PRESS
An image and floral tributes for Jo Cox, lay on Parliament Square, outside the House of Parliament in London, Friday, June 17, 2016, after the 41-year-old British Member of Parliament was fatally injured Thursday in northern England. The mother of two young children was shot to death Thursday afternoon in her constituency near Leeds. A 52-year-old man has been arrested but has not been charged. He has been named locally as Tommy Mair. (AP Photo/Matt Dunham)

O homem acusado de matar a deputada britânica Jo Cox disse que seu nome é “Morte a traidores, liberdade à Grã-Bretanha” ao aparecer perante um tribunal neste sábado (18), dias após o assassinato da parlamentar ter colocado em dúvidas uma votação sobre a filiação à União Europeia, na semana que vem.

O assassinato de Cox, uma mãe de 41 anos com dois filhos pequenos, chocou o Reino Unido, gerando manifestações de condolências de líderes de todo o mundo e levantando questões sobre o tom da campanha antes do referendo sobre a UE.

Cox, uma ardente apoiadora da permanência britânica no bloco europeu, foi baleada e esfaqueada na rua em seu distrito eleitoral, no norte da Inglaterra, na quinta-feira (16).

Vestindo agasalho e calças de moletom cinzas e cercado por dois seguranças, Thomas Mair, de 52 anos, foi inquirido sobre seu nome por um escrivão do tribunal de Westminster, Londres.

“Morte a traidores, liberdade à Grã-Bretanha”, disse Mair. Quando questionado novamente qual era seu nome, ele calmamente repetiu: “Meu nome é morte a traidores, liberdade à Grã-Bretanha”.

Mair, careca com um cavanhaque grisalho não fez mais comentários durante a audiência de 15 minutos, sua primeira aparição em público desde que foi preso pela polícia na cidade de Birstall, Yorkshire, onde Cox foi morta.

Ele é acusado de assassinato, lesão corporal e posse de arma de fogo e uma faca. Ele permaneceu em custódia e comparecerá a outra corte na segunda-feira.

O assassinato abalou o país e ambos os lados no referendo temporariamente suspenderam suas campanhas antes da votação de quinta-feira, a qual tem sérias implicações tanto para UE quanto para a Grã-Bretanha.

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