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Estatal do estado de Minas fez parceria com empresa de pai de Aécio em 2010

10/06/2016 11:58 -03 | Atualizado 10/06/2016 11:58 -03
YASUYOSHI CHIBA via Getty Images
Social Democrat presidential candidate Aecio Neves gestures after voting in the run-off election in Belo Holizonte, Brazil, on October 26, 2014. After a contentious campaign, Brazilian polls opened amid tight security Sunday as voters headed out to elect their next president. Some 143 million people in the world's seventh-largest economy were choosing between leftist incumbent Dilma Rousseff, who final opinion polls showed had a narrow edge, and Social Democrat Aecio Neves, scion of a famous political family. AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA (Photo credit should read YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images)

Uma estatal do governo de Minas Gerais fez uma parceria em 2010 com a empresa do pai do senador Aécio Neves (PSDB), Aécio Ferreira da Cunha, quando seu filho ainda era governador.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o acordo entre a estatal Epamig e a Perfil Agropecuária foi firmado 11 dias antes de Aécio renunciar o cargo para concorrer ao Senado e previa o pagamento de R$ 250 mil para a produção de feijão na fazenda da família, localizada entre as cidades de Montezuma e Mortogaba. Em dezembro do mesmo ano, foram pagos R$ 150 mil.

Segundo o jornal mineiro O Tempo, na última quarta-feira (8), o deputado estadual Rogério Correia (PT) entrou com um pedido de investigação contra o termo de parceira entre a estatal e a empresa do pai de Aécio no Ministério Público Estadual.

"Ele [Aécio Neves], enquanto governador beneficia familiares com um acordo como este. O pai dele fez um contrato com o Estado enquanto ele era o chefe do Estado. É claro que é algo a se desconfiar", disse Correia ao O Tempo.

Com a morte de Aécio Cunha, no mesmo ano do contrato, a empresa foi herdada pelos seus filhos, Aécio e Andrea Neves.

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