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NYT: Com imunidade parlamentar, Brasil tem medalha de ouro na corrupção

06/06/2016 11:36 -03 | Atualizado 06/06/2016 11:36 -03
EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian acting President Michel Temer gestures during a ceremony of the presentation of credentials of Ambassadors at Planalto Palace in Brasilia on May 25, 2016. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Em um editorial intitulado “A medalha de ouro do Brasil para a Corrupção”, o News York Times desta segunda-feira (6) faz uma dura crítica ao governo do presidente em exercício Michel Temer e defende o fim da imunidade parlamentar (considerado.

A publicação ressalta desde a formação da Esplanada de Temer, composta por homens brancos, até as quedas dos ministros do Planejamento, Romero Jucá, e da Transparência, Fabianao Silveira. Ambos envolvidos em manobras para frear a Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras.

Diz ainda que as nomeações, com sete investigados na Lava Jato, reforçam “as suspeitas de que o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff no mês passado, por acusações de maquiar ilegalmente as contas do governo, teve uma segunda intenção: afastar a investigação”.

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"Se o presidente interino quer ganhar a confiança dos brasileiros, muitos dos quais foram as ruas protestar que a saída da presidente afastada Dilma Rousseff foi um golpe, ele e seus ministros têm que dar um passo significante contra a corrupção."

O New York Times explica aos leitores que sob a legislação brasileira políticos como parlamentares e ministros contam um “proteção injustificável que claramente permitiu uma cultura de institucionalização da corrupção e impunidade”.

O editorial reconhece que o Brasil não é a única nação acossada pela corrupção, mas que países como Guatemala e Honduras, devido a forte pressão internacional,permitiram forças-tarefas anti-corrupção atuarem para enfrentar os problemas locais.

"Não está claro quanto Temer pretende avançar no combate à corrupção. Se estiver realmente comprometido, e quiser enterrar as suspeitas sobre a motivação para remover Dilma Rousseff, faria bem em defender o fim da imunidade parlamentar para congressistas e ministros em casos de corrupção.”

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