MUNDO

Turco é condenado a 108 anos de prisão por abusar sexualmente de meninos refugiados

03/06/2016 19:24 -03 | Atualizado 03/06/2016 19:24 -03
Umit Bektas / Reuters
Refugee youths gesture from behind a fence as German Chancellor Angela Merkel, Turkish Prime Minister Ahmet Davutoglu, EU Council President Donald Tusk and European Commission Vice-President Frans Timmermans (all not pictured) arrive at Nizip refugee camp near Gaziantep, Turkey, April 23, 2016. REUTERS/Umit Bektas

Um faxineiro turco de um campo para sírios em fuga da guerra foi condenado a 108 anos de prisão nesta sexta-feira por abusar sexualmente de meninos, um caso que ressaltou a vulnerabilidade das crianças refugiadas.

O homem de 29 anos não negou as acusações, mas disse que muitos funcionários e administradores dos campos estão envolvidos, relatou a agência de notícias Dogan. Ele afirmou ter pago entre 0,70 e 1,70 dólar às crianças antes de violá-las nos banheiros.

Faxineiro do campo de Nizip, em Gaziantep, no sudeste da Turquia, ele abusou de meninos de idades entre 8 e 12 anos durante pelo menos três meses até o início deste ano, noticiaram a Dogan e outras mídias.

Ele foi condenado por violentar oito meninos sírios cujas famílias apresentaram queixas, disse a associação de advogados da região. A mídia local disse que familiares de outras vítimas mantiveram silêncio por medo de serem deportados.

O caso provocou uma revolta generalizada na Turquia, que se vangloria de sua reação humanitária à guerra civil da Síria por ter acolhido 2,7 milhões de refugiados. O campo, que abriga cerca de 14 mil pessoas, foi visitado pela chanceler alemã, Angela Merkel, em abril.

Cerca de um décimo dos refugiados sírios em território turco vivem em campos gerenciados pela Autoridade de Administração de Desastres e Emergências, entidade governamental que, diante do caso, disse no mês passado estar adotando todas as medidas necessárias.

LEIA MAIS:

- Conheça a cidade suíça que se RECUSOU a receber 10 refugiados

- Como o genocídio armênio pode tornar a questão dos refugiados ainda mais difícil

- Morre paquistanesa queimada viva após negar pedido de casamento