NOTÍCIAS

Rodrigo Janot pede que STF prossiga com investigações sobre Aécio Neves

02/06/2016 10:38 BRT | Atualizado 02/06/2016 10:38 BRT
EVARISTO SA via Getty Images
Senator Aecio Neves, who heads the PSDB opposition party, is pictured during a senate's session to form a committee that will consider whether to impeach President Dilma Rousseff, in Brasilia, on April 25, 2016. Brazil's Senate met Monday to form a committee that will consider whether to impeach Rousseff, who has accused her opponents of mounting a constitutional coup. She is accused of illegal government accounting maneuvers, but says she has not committed an impeachment-worthy crime. The Senate committee -- comprising 21 of the 81 senators -- was to debate Rousseff's fate for up to 10 working days before making a recommendation to the full upper house. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) prossiga com as investigações do senador Aécio Neves (MG) e a coleta de provas sobre um possível envolvimento no esquema de corrupção de Furnas. A decisão sobre o futuro do presidente do PSDB novamente caberá ao ministro Gilmar Mendes.

Há três semanas, Gilmar Mendes, que é o relator do caso no STF, suspendeu a investigação e pediu que Janot reavaliasse se queria manter os pedidos diante de uma documentação apresentada por Aécio Neves.

Para o ministro, a petição do parlamentar poderia demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que houvesse novas provas, o que contraria o entendimento do Supremo.

O procurador-geral, no entanto, manteve o pedido original que fez ao STF, baseado na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral. Janot também pediu o desarquivamento da citação feita pelo doleiro Alberto Youssef sobre o parlamentar.

Na delação premiada, Youssef afirmou que Aécio "dividia"uma diretoria de Furnas com o PP e que ouviu essa informação do ex-deputado José Janene, que já morreu. O doleiro também afirmou que o senador tucano recebia valores mensais - por meio da irmã - por uma das empresas contratadas por Furnas. Delcídio também confirmou as informações na delação premiada.

Segundo o pedido de investigação de Janot, Youssef disse que Aécio "dividia" uma diretoria de Furnas com o PP, e que ouviu isso do ex-deputado José Janene, já falecido. De acordo com o pedido, o doleiro afirmou ainda que ouviu que o senador do PSDB recebia valores mensais, por meio de sua irmã, por uma das empresas contratadas por Furnas. Delcídio confirmou as informações em dua delação premiada.

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que "trata-se da mesma antiga e falsa acusação feita por adversários do senador". A nota diz ainda que a acusação "já foi inclusive arquivada pela própria PGR" e que "todos os esclarecimentos serão novamente dados para que não paire dúvidas sobre a correta conduta do senador".

No documento, Rodrigo Janot afirmou que a delação de Delcídio e elementos de convicção dela decorrentes "constituem indubitavelmente provas novas a exigirem o desarquivamento da menção feita por Yousseff".