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Morre paquistanesa queimada viva após negar pedido de casamento

01/06/2016 13:54 BRT | Atualizado 01/06/2016 13:54 BRT
Ibraheem Abu Mustafa / Reuters
A relative of Palestinian Khalil Obeid, 25, who died on Saturday from a wound he sustained during clashes with the Israeli troops, mourns during his funeral in Khan Younis in the southern Gaza Strip October 25, 2015. Palestinian officials reacted warily on Sunday to what U.S. Secretary of State John Kerry hailed as Jordan's "excellent suggestion" to calm Israeli-Palestinian violence by putting a sensitive Jerusalem holy site under constant video monitoring. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Uma mulher paquistanesa morreu nesta quarta-feira (1) após ter o corpo incendiado por negar um pedido de casamento.

De acordo com a BBC, a vítima, identificada como Maria Sadaqat foi atacada dentro de casa no domingo (29). Ela vivia em Murree, uma área rural e bastante pobre do país

Professora de uma escola infantil, ela recusou a proposta do filho do dono de um estabelecimento onde ela trabalhava, de acordo com o relato de familiares.

"Ela estava dando aulas na escola, e eles fizeram a proposta há seis meses. O homem que queria se casar com ela tinha o dobro da sua idade, já era casado e tinha uma filha", contou a tia da vítima à BBC.

Segundo informações da agência AFP, a jovem de 19 anos foi atacada por um grupo de cinco pessoas - entre eles o pai do 'pretendente' - e foi torturada. De acordo com a polícia, alguns suspeitos já foram presos.

Relatos publicados no jornal local Tribune dão conta de que 85% do corpo da jovem foi queimado.

"Ela foi cruelmente torturada e então queimada viva", narrou Abdul Basit, tio da vítima, que foi levada para um hospital em Islamabad, onde não teria sido tratada adequadamente.

Cerca de 1.100 mulheres foram mortas no Paquistão nos chamados "crimes de honra", segundo organizações ligadas aos direitos humanos. A maioria dos crimes é cometida por parentes das vítimas.