MULHERES

Aqui estão provas de que o cinema hollywoodiano é EXTREMAMENTE machista

01/06/2016 19:10 BRT | Atualizado 01/06/2016 19:10 BRT

Surpresa! A representação das mulheres nos filmes de Hollywood é absolutamente a pior — e agora temos a evidência empírica.

Depois de compartilhar um estudo baseado no teste de Bechdel, em janeiro, que mostrou o número de vezes que as mulheres falavam sobre homens nos filmes, o editor da publicação Poloygraph, Matt Daniels, e a pesquisadora Hanah Anderson decidiram publicar os resultados para continuar o debate.

“A resposta foi asquerosa”, disse Daniels ao The Huffington Post. “E decidimos que falar sobre inclusão de gênero através do teste de Bechdel tinha um viés muito político para gerar qualquer tipo de discurso.”

Então a equipe decidiu abordar o tema das mulheres nas telas de cinema pesquisando a quantidade de falas e o tempo que elas recebem nos filmes mais populares de Hollywood. Este é o estudo mais extenso sobre o diálogo feminino até agora — todo o processo de compilação das estatísticas levou cerca de seis semanas.

“Achamos todos os repositórios de roteiro na Internet e baixamos cerca de 8 mil ‘scripts’”, explicou Daniels. “A partir daí, comparamos aqueles roteiros com as páginas IMDB [sigla em inglês de Base de Dados de Filmes da Internet]. Depois, selecionamos cada roteiro de acordo com as falas do personagem. No final, comparamos cada personagem com um ator no IMDB.”

O processo permitiu que a equipe compilasse uma visão abrangente de diálogos de filmes de 2 mil roteiros, divididos por gênero e idade. A pesquisa revelou estatísticas bastante sombrias. Por exemplo, 22 de um total de 30 filmes da Disney (incluindo da Pixar) mostraram uma predominância de diálogos masculinos. As comédias românticas com protagonistas mulheres, como “Uma Linda Mulher” e “10 Coisas que Eu Odeio em Você”, indicavam, em média, 58% de diálogos masculinos.

Outros resultados interessantes/decepcionantes incluíram:

Honestamente, a descoberta mais surpreendente foi que ninguém havia feito isso”, comentou Daniels sobre o estudo.

“Todos falamos sobre a pouca representação nos filmes, mas todos parecem perfeitamente satisfeitos em se apoiar em anedotas em vez de dados.”

O estudo do Polygraph é apenas a ponta do iceberg. Com uma ferramenta de pesquisa interativa especial, Daniels e Anderson criaram um sistema que permitirá aos cinéfilos aprender como os personagens falam nos filmes, como são introduzidos, sua raça, idade, gênero e muito mais.

Para conhecer a ferramenta interativa, acesse: Polygraph.cool.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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