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ONU exige que governo sírio pare de bloquear entrega de ajuda

27/05/2016 22:52 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02
ASSOCIATED PRESS
Stephen O'Brien, UN Under-Secretary-General for Humanitarian Affairs talks during an interview at the World Humanitarian Summit in Istanbul, Tuesday, May 24, 2016. World leaders and representatives of humanitarian organisations from across the globe converge in Istanbul on May 23-24, 2016 for the first World Humanitarian Summit, focused on how to reform a system many judge broken. (AP Photo/Leffteris Pitarakis)
NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O chefe de ações humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu nesta sexta-feira (27) que o governo sírio e os grupos militantes parem de interferir na entrega de alimentos e remédios para civis presos em áreas cercadas e de difícil acesso no país em guerra.

“O uso continuado do cerco e da fome como arma de guerra é condenável”, afirmou Stephen O’Brien, subsecretário-geral das Nações Unidas, ao Conselho de Segurança, composto por 15 países.

“Com base nas informações mais recentes, nós agora estimamos que cerca de 592,7 mil pessoas estão atualmente vivendo em áreas sob cerco”, afirmou ele, acrescentando que a maior parte desses locais estavam cercados por forças do governo.

A guerra civil de cinco anos na Síria já matou pelo menos 250 mil pessoas. Milhões tiveram que deixar as suas casas, e muitos desses são agora refugiados morando no exterior.

O'Brien declarou que o governo sírio e, numa proporção menor, os grupos militantes que lutam contra o governo e entre si interferem de forma deliberada e restringem a entrega de ajuda.

Ele reclamou que as Nações Unidas haviam pedido para enviar comboios de ajuda a 35 áreas sob cerco e de difícil acesso na Síria em maio, mas o governo somente garantiu acesso total a 14 e parcial a 8.

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