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Renan Calheiros diz em nota que não tentou dificultar Lava Jato e que ela é 'intocável'

26/05/2016 15:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Senator Renan Calheiros, President of the Senate, gestures during a session of the National Congress in Brasilia on December 1, 2015. Calheiros was reported by the Attorney General in another case of corruption in the state-owned Petrobras oil company. AFP PHOTO/EVARISTO SA / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O presidente do Senado, Renan Calheiros, negou que agia para tentar dificultar a Operação Lava Jato. Em nota publicada nesta quinta-feira (26), o senador disse que "não tomou nenhuma iniciativa ou fez gestões para dificultar ou obstruir as investigações da operação", até porque elas são "intocáveis."

A nota foi enviada como resposta à reportagem da Folha de S. Paulo publicada ontem (25) que afirma que Calheiros, em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, apoia a mudança na lei que trata de delação premiada.

Segundo a reportagem, o plano seria uma forma de impedir que o preso se torne delator. Este é o procedimento mais utilizado pela Lava Jato.

No áudio obtido pelo jornal, Machado sugere um "pacto", que seria "passar uma borracha no Brasil" e Renan responde:

"Antes de passar borracha, precisa fazer três coisas (...). Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você não regulamenta a delação."

Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa de Renan, a operação Lava Jato se tornou "intocável", portanto, não adianta "o desespero do delator."

"O Senador não pode se responsabilizar por considerações de terceiros sobre pessoas, autoridades ou o quadro político nacional", disse a nota.

"[Renan] Reafirma ainda que suas opiniões sobre aprimoramentos de legislação foram e continuarão públicas. Não apenas ao tema mencionado nos diálogos, mas também na defesa de que a pena para delações não confirmadas sejam agravadas."

Sergio Machado gravou diversas conversas com peemedebistas e agora negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Ele não é encontrado para se pronunciar sobre os áudios desde a semana passada.

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