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Suíça estuda implantar renda básica de quase R$ 9.000

25/05/2016 12:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02
Stuart Franklin via Getty Images
CRANS-MONTANA, SWITZERLAND - JULY 26:A man waves the Swiss flag during the final round of the Omega European Masters at Crans-sur-Sierre Golf Club on July 26, 2015 in Crans-Montana, Switzerland. (Photo by Stuart Franklin/Getty Images)

A Suíça vai fazer um referendo para implantar uma renda básica a partir de 5 de junho deste ano. A iniciativa garante uma remuneração fixada em 2.500 francos suíços -- equivalente a R$ 8.928,50, de acordo com a cotação do Banco Central da última terça-feira (24).

A renda básica seria distribuída entre cidadãos que têm rendimentos abaixo deste valor ou que estão fora do mercado de trabalho. A renda seria incondicional e livre de impostos, segundo a CNN.

O governo, que se mostrou contra a iniciativa, justifica que ela daria um custo extra de 25 bilhões de francos suíços ao ano e seria preciso cortar gastos ou elevar impostos.

Mas, grupos a favor da renda básica defendem que a Suíça é um país rico e que poderia bancar a proposta. Eles dizem que centenas de milhares de suíços estão em risco de perder seus empregos por conta do avanço da tecnologia e a implantação da renda básica seria uma garantia.

Hoje, a Suíça não tem salário mínimo ou programa de renda básica. Pesquisas mostram que a maioria da população continuaria trabalhando, mesmo que o benefício se tornasse realidade. Apenas 10% disseram que deixariam de trabalhar.

A Suíça não é o primeiro país da Europa a discutir renda mínima. A Finlândia estuda começar a pagar uma renda básica de cerca de 1.000 euros por mês aos habitantes a partir de 2017.

Suíça é um dos países mais caros do mundo e Zurique aparece frequentemente entre as cidades mais cara para viver.

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