POLÍTICA

Em nota, Temer elogia Jucá e afirma que ele seguirá auxiliando o governo

23/05/2016 20:38 BRT | Atualizado 26/01/2017 22:32 BRST
Ueslei Marcelino / Reuters
Brazil's interim President Michel Temer (R) smiles while standing next to newly sworn-in Planning Minister Romero Juca, during a ceremony where Temer made his first public remarks after the Brazilian Senate voted to impeach President Dilma Rousseff, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, May 12, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente em exercício Michel Temer publicou uma nota na qual elogia o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e afirma que ele voltará ao Senado para auxiliar o governo "de forma decisiva, com sua imensa capacidade política".

Jucá foi afastado do cargo de ministro do Planejamento após a repercussão dos áudios entre Romero Jucá e Sergio Machado.

"O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Romero Jucá, solicitou hoje afastamento de seu cargo, até que sejam esclarecidas as informações divulgadas pela imprensa. Registro o trabalho competente e a dedicação do ministro Jucá no correto diagnóstico de nossa crise financeira e na excepcional formulação de medidas a serem apresentadas, brevemente, para a correção do déficit fiscal e da retomada do crescimento da economia. Conto que Jucá continuará, neste período, auxiliando o Governo Federal no Congresso de forma decisiva, com sua imensa capacidade política."

De acordo com Temer, a decisão do afastamento partiu do próprio ministro e a assessoria de Jucá afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a exoneração será publicada na terça-feira (24).

O acordo foi definido após a divulgação de trechos da conversa entre o senador e o ex-presidente da Transpetro. Jucá argumentou que não tinha intenções de obstruir a investigação da Operação Lava Jato e que o conteúdo dos áudios faziam referência à economia do País.

Porém, a contextualização da conversa, divulga pela Folha de S.Paulo, permite a interpretação de que Jucá sugeriu que uma mudança no governo federal resultaria em um pacto para deter a Operação Lava Jato.

Ainda segundo o jornal, o ex-ministro se reuniu com o presidente em exercício no Palácio do Jaburu e, de acordo com relatos de aliados do governo, avaliaram que a situação havia se tornado insustentável e que precisavam evitar mais desgastes.

No mesmo encontro, também acertaram a permanência de forma interina do secretário executivo, Dyogo Oliveira, no comando da pasta.

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