POLÍTICA

‘Estou tranquilo', diz Jucá sobre quebra de sigilo bancário e fiscal autorizado pelo STF

20/05/2016 20:38 BRT | Atualizado 26/01/2017 22:31 BRST
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Dorivan Marinho/CON via Getty Images
BRASILIA, BRAZIL - MARCH 02: The government leader, Senator Romero Juca during a ceremony organized by Marcelo Crivella, Minister of Fisheries and Aquaculture at Presidential Palace on March 02, 2012 in Brasilia, Brazil. (Photo by Dorivan Marinho/LatinContent/Getty Images)

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (20) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do atual ministro do Planejamento, Romero Jucá.

Ele é investigado por suposto desvio de verbas federais em obras municipais.

Os dados sob análise são referentes ao período entre março de 1998 e dezembro de 2002 e foram pedidos pelo Ministério Público em inquérito aberto em 2004 no Supremo, de acordo com informações do G1.

Em entrevista durante o anúncio da proposta de meta fiscal do governo, Jucá afirmou estar "tranquilo" em relação as investigações.

"Estou muito tranquilo quanto a qualquer investigação. Fiz questão de prestar depoimentos. Qualquer pessoa pode ser investigado. Não há nenhum demérito em ser investigado, seja o Presidente da República ou a mais simples auxiliar. Se não estivesse tranquilo, não teria assumido a presidência do PMDB e comprado a briga pelo afastamento da presidente Dilma. A Lava Jato mudou o paradigma da política no Brasil. Vamos sair de tudo isso e ter um país melhor."

Esta não é a única conduta do atual ministro sob análise. O peemedebista já foi citado na Operação Lava Jato e em mais quatro inquéritos, de acordo com a Folha de S. Paulo, entre eles a Operação Zelotes, que investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

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