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Letícia Sabatella não reconhece Temer como presidente: 'É só para tolos, ignorantes ou mal intencionados'

12/05/2016 15:14 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução/TVPoeira

A atriz e ativista Letícia Sabatella, que já tinha se posicionado contra o processo de impeachment, desabafou nas redes sociais sobre a decisão do Senado desta manhã, de afastar Dilma Rousseff por 180 dias da presidência.

Sabatella classificou o ocorrido como "golpe" e disse que os direitos dos cidadãos serão prejudicados. "O ódio já fez este Golpe contra todos os direitos dos cidadãos", escreveu em uma resposta a um seguidor no Facebook, segundo o jornal Extra.

Ela também diz não aceitar Michel Temer como presidente interino, uma vez que, em sua opinião, o peemedebista foi responsável pelo "pior do governo".

A atriz acrescenta ainda que só quem o reconhece como presidente são "tolos, ignorantes ou mal intencionados".

"O ódio já fez este Golpe contra todos os direitos dos cidadãos. E aceitar Michel Temer com menos de 1% de popularidade, simplesmente inelegível, Michel Temer, responsável pelo pior do Governo, é só pra tolos ignorantes, ou mal intencionados. A Democracia deve ser defendida pelo povo sim!"

Letícia se encontrou com o papa Francisco na última segunda-feira (9) e pediu a ele orar pelo povo brasileiro neste momento de "turbulência".

"Esse clima de intolerância é como uma doença, acho que é pertinente pedirmos o auxílio e levar ao papa o que está acontecendo. Existe uma sombra, um ódio, uma busca pelo bode expiatório que não vai resolver a situação sistemática do país", disse Sabatella ao papa, segundo o Diário de Pernambuco. Ontem (11), Francisco afirmou que estava rezando pela harmonia e paz no Brasil, neste "momento de dificuldade."

Após uma longa sessão de votação, o Senado aprovou a admissibilidade do impeachment por 55 votos favoráveis e 22 contrários. Estavam presentes no plenário 78 senadores.

A partir de agora, dará início à segunda fase da votação, presidida pelo presidente Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Será julgado se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade fiscal.

A votação deve ocorrer em seis meses e poderá culminar em sua cassação.

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