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No Facebook, Dilma chama afastamento de 'golpe' e 'injustiça histórica'

12/05/2016 09:50 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ASSOCIATED PRESS
Brazil's President Dilma Rousseff arrives for a ceremony in Planalto presidential palace to launch an agricultural plan that allocates billions of dollars to farmers in Braslia, Brazil, Wednesday, May 4, 2016. Brazil’s attorney general has asked the country’s highest court to authorize an investigation into embattled Rousseff over obstruction of justice allegations, according to major Brazilian news organizations. (AP Photo/Eraldo Peres)

Com a aprovação do processo de impeachment pelo Senado nesta quinta-feira (12), a presidente Dilma Rousseff se pronunciou na página do Facebook dizendo que seu afastamento é "golpe."

A petista, que deixará a Presidência da República por 180 dias, postou uma mensagem breve em seu perfil da rede social, na qual diz:

"Quanto mais uma palavra se aproxima da realidade que se quer esconder, maior o incômodo que seu uso traz."

O post também traz o vídeo de José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, em seu discurso de defesa na sessão do Senado. "O ministro José Eduardo Cardozo, da AGU Advocacia-Geral da União, lembrou que se está usando pretextos jurídicos para tirar do poder uma presidente legitimamente eleita do poder em uma injustiça histórica."


Mais cedo, assim que o afastamento foi decidido pelo Senado, Dilma fez outra postagem na qual alegou que o Senado Federal não conseguiu "apontar o crime cometido".


A presidente acompanhou toda a votação da admissibilidade do processo de impeachment no Palácio da Alvorada. O Senado aprovou a admissibilidade do impeachment por 55 votos favoráveis e 22 contrários. Estavam presentes no plenário 78 senadores.

A partir de agora, dará início à segunda fase da votação, presidida pelo presidente Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Será julgado se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade fiscal.

A votação deve ocorrer em seis meses e poderá culminar em sua cassação.

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