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'Se até o Papa está rezando por nós, é porque a coisa está feia', diz Luciana Genro sobre impeachment

11/05/2016 21:52 BRT | Atualizado 27/01/2017 00:31 BRST
YASUYOSHI CHIBA via Getty Images
Brazilian presidential candidate for the Socialism and Freedom Party (PSOL) Luciana Genro attends their last TV debate in Rio de Janeiro, Brazil, on October 2, 2014. The general election will be held on October 5, 2014. AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA (Photo credit should read YASUYOSHI CHIBA/AFP/Getty Images)

A ex-deputada federal e ex-presidenciável do PSOL, Luciana Genro, se manifestou sobre a admissibilidade do Impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Mais cedo, o Papa Francisco chegou a pedir paz e harmonia para o Brasil. Nas redes sociais, Luciana disse que "se até o Papa está rezando por nós, é porque a coisa está feia, mesmo".

Luciana também rebateu a fala do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que o "Congresso é quem melhor representa a sociedade brasileira". Aécio Neves discursou há pouco na sessão de admissibilidade do pedido de Impeachment no Senado.

A ex-presidenciável afirmou que, na verdade, o Congresso é "a expressão distorcida da sociedade e sua natureza decadente é a mesma de nossa classe dominante, que controla a política atualmente".

A política gaúcha e o tucano tiveram diversas discussões durante a campanha eleitoral de 2014. Na época, Aécio chamou Luciana de "linha auxiliar do PT". Ela rebateu com a frase clássica: "linha auxiliar do PT é uma ova".

Nas redes sociais, Luciana Genro disse que o Impeachment da presidente Dilma Rousseff era iminente para um governo que não tem apoio popular e que sempre foi dependente de um "parlamento decadente".

Nunca tive dúvida de que nas mãos do Congresso Nacional o resultado seria o que estamos vendo: a saída de um governo sem apoio popular para outro com menos legitimidade ainda, amparado na mídia corporativa e no próprio Parlamento decadente.

Luciana Genro voltou a defender eleições gerais como um caminho de recuperação do País, mas disse que nenhum político ousou em respeitar o desejo da populacão.

As eleições gerais seriam a possibilidade de outro caminho. Mas o governo que está caindo hoje não quis em nenhum momento deixar falar a soberania popular, ainda que em sua expressão mínima, o voto. E a oposição de direita tampouco, pois sabe que não tem votos para ganhar o governo via eleições.

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