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Mantega é levado a depor em nova fase da Zelotes

09/05/2016 09:55 BRT | Atualizado 27/01/2017 00:31 BRST
NELSON ALMEIDA via Getty Images
Brazil's Finance Minister Guido Mantega delivers a joint press conference with U.S. Secretary of the Treasury Jacob Lew (out of frame) in Sao Paulo, Brazil, on March 17, 2014. AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta manhã mais uma fase da Operação Zelotes que investiga esquema de compra de votos no Carf, o conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de multas de grandes contribuintes. O alvo é a Cimento Penha, firma do empresário Victor Garcia Sandri, amigo do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ex-ministro foi conduzido coercitivamente - quando o investigado é levado para depor e liberado.

A Operação Zelotes cumpre 30 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva nesta segunda-feira, 9. A 7ª fase da Operação Zelotes está sendo realizada neste momento pela Polícia Federal. Os policiais cumprem mandados nos estados de São Paulo e Pernambuco e no Distrito Federal.

O MPF sustenta que o ex-ministro Guido Mantega nomeou, em junho de 2011, Valmar e também o então conselheiro José Ricardo da Silva - já condenado na Zelotes - para a câmara que analisou o caso do seu amigo. Com isso, a Cimento Penha conseguiu abater débito de R$ 106 milhões em julgamento no Carf.

Mantega já teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados. Também foram ordenadas as mesmas medidas em relação à Coroado Administração de Bens, empresa do ex-ministro petista.

Em e-mails interceptados pela Zelotes, o empresário Victor Sandri menciona o nome de Mantega em conversas com o então conselheiro Valmar. As investigações teriam encontrado pagamento de R$ 15 milhões para empresa de auditoria e consultoria vinculada a Valmar.

BNDES

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo do último domingo (8), Marcelo Odebrecht disse a procuradores da Operação Lava Jato que Guido Mantega e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, cobravam doações para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014.

O empreiteiro afirmou que o Mantega e Coutinho eram encarregados de obter doações de empresários que recebiam financiamento do BNDES para projetos no exterior. As declarações de Marcelo fazem parte do roteiro para negociar sua delação premiada.

(Com informações da Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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