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Para Cunha, decisão de Maranhão mostra interferência do governo

09/05/2016 16:36 BRT | Atualizado 27/01/2017 00:31 BRST
EVARISTO SA via Getty Images
Brazil's lower house president Eduardo Cunha, from the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) attends a congress session in Brasilia, on March 5, 2015. Cunha was indicted in the court proceedings of the Supreme Court that investigates the corruption scandal that involves state-run oil company Petrobras. Brazil's Supreme Court authorized Friday to investigate dozens of lawmakers presumably linked to the Petrobras corruption scandal, among them the presidents of the upper and lower chambers, both of them from the ruling coalition. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Para o presidente suspenso da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a decisão do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que ocupou seu posto, de suspender o processo de impeachment foi equivocada e mostra interferência do governo e do Supremo Tribunal Federal.

Maranhão anulou a sessão da Câmara em que foi decidida a admissibilidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff, em resposta a um requerimento da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ele condenou a suposta participação do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) na decisão. "A participação do advogado-geral da União e do governador do Maranhão na confecção da decisão mostra a interferência indevida na tentativa desesperada de evitar a consumação, pelo Supremo Tribunal Federal, da instauração do processo de impeachment da presidente da República", disse em nota.

"A decisão do presidente em exercício da Câmara dos deputados é absurda, irresponsável, antirregimental e feita à revelia do corpo técnico da Casa, que já tinha manifestado a posição de negar conhecimento ao recurso", afirmou Cunha. Ele disse que negaria o recurso na última quinta-feira (5), data em que o Supremo o afastou do mandato por indícios de interferência na investigações da Lava Jato.

Cunha negou que irá renunciar da Presidência da Câmara, o que levaria a destituição de Maranhão do cargo porque convocaria novas eleições para o cargo. "Condeno as insinuações de qualquer natureza publicadas por jornalistas inescrupulosos de qualquer participação minha no episódio", disse.

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