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Adolescente paquistanesa morre queimada por ajudar amiga a fugir com namorado

05/05/2016 14:14 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Stringer . / Reuters
Members of a tribal council accused of ordering the burning death of a 16 year old girl are shown to the media after they were arrested by police in Donga Gali, outside Abbottabad, Pakistan May 5, 2016. REUTERS/Online News TPX IMAGES OF THE DAY ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. EDITORIAL USE ONLY. PAKISTAN OUT. NO COMMERCIAL OR EDITORIAL SALES IN PAKISTAN

Uma jovem paquistanesa de 16 anos foi morta em uma vila perto de Abbottabad após ajudar um casal a fugir da cidade, a 50 km da capital, Islamabad.

De acordo com a NBC a adolescente foi queimada viva. Segundo informações da polícia local, a mãe e o irmão da vítima e 13 membros da aldeia - que fazem parte do conselho local, ou jirga, um grupo que resolve disputas locais com base em uma interpretação do islã - foram presos na quarta-feira (4) suspeitos de envolvimento no assassinato.

Segundo informações do jornal local Dawn, após uma reunião do conselho, em 28 de abril, a menina foi tirada de casa e levada a um local onde foi drogada e morta. Depois, seu corpo foi colocado em um veículo (o mesmo que teria sido usado pelo casal em fuga) e incendiado. De acordo com a BBC, outros meios de comunicação locais afirmam que a adolescente estava viva quando seu corpo foi incendiado.

O departamento policial contou ao jornal que a menina, identificada como Amber, foi brutalmente morta porque ajudou uma colega de escola a fugir com o namorado. Os dois estariam casados e vivendo em um local desconhecido.

O caso deve ser tratado pela Corte Antiterrorismo do país, e uma "punição exemplar" será determinada pela polícia. Segundo autoridades que investigam o caso, a punição foi determinada pelo conselho tribal por causa dos "danos irreparáveis à reputação da vila".

No ano passado, mais de 500 mulheres foram mortas em "crimes de honra" no Paquistão, segundo a Comissão de Direitos Humanos do país. A maioria desses crimes é perpetrada por familiares das vítimas. Poucos casos vão a julgamento, e não é raro que os criminosos sejam perdoados com case na lei islâmica.