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Todo dia um novo 7 x 1: Alemanha regulamenta maconha medicinal

04/05/2016 11:21 BRT | Atualizado 27/01/2017 00:31 BRST
JACK GUEZ via Getty Images
An Israeli woman works on marijuana plants at the BOL (Breath Of Life) Pharma greenhouse in the country's second-largest medical cannabis plantation, near Kfar Pines in northern Israel, on March 9, 2016. The recreational use of cannabis is illegal in the Jewish state, but for the past 10 years its therapeutic use has not only been permitted but also encouraged. Last year, doctors prescribed the herb to about 25,000 patients suffering from cancer, epilepsy, post-traumatic stress and degenerative diseases. The purpose is not to cure them but to alleviate their symptoms. Forbidden to export its cannabis plants, Israel is concentrating instead on marketing its agronomic, medical and technological expertise in the hope of becoming a world hub in the field. / AFP / JACK GUEZ (Photo credit should read JACK GUEZ/AFP/Getty Images)

O governo da Alemanha deu sinal verde nesta quarta-feira (4) para o afrouxamento das regras de consumo de maconha usada por pessoas seriamente doentes a partir do início do ano que vem, caso não tenham outras opções de tratamento.

Flores secas e extratos de maconha estarão disponíveis em farmácias com receita médica, e o sistema público de saúde vai cobrir os custos, de acordo com um projeto de lei que deve entrar em vigor no primeiro semestre de 2017.

A Itália e a República Tcheca são alguns dos outros países que permitem o uso da maconha para fins medicinais. Alguns Estados norte-americanos descriminalizaram a maconha completamente. Portugal descriminalizou todas as drogas de consumo pessoal, mas não permite o uso da maconha para tratamentos médicos.

Até agora, alemães gravemente doentes que são vítimas de câncer, Aids, Parkinson ou esclerose múltipla só podiam ter acesso à maconha com uma aprovação especial e tinham que arcar com os gastos.

"Nossa meta é que as pessoas seriamente doentes sejam tratadas da melhor maneira possível", disse o ministro da Saúde, Hermann Groehe, em um comunicado.

O governo deverá monitorar plantações de maconha especialmente supervisionadas e importar o que precisa.

A empresa de pesquisa de mercado IBISWorld projeta que as vendas de maconha para uso medicinal crescerão de US$ 3,6 bilhões em 2015 para US$ 13,4 bilhões em 2020.