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Ricardo Darín, astro do cinema argentino: ‘Detesto a ideia de não poder errar'

02/05/2016 16:54 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Federico Lopez Claro/CON via Getty Images
BUENOS AIRES, ARGENTINA - DECEMBER 28: (BLACK & WHITE) Ricardo Darín, Argentinian actor, poses for a photo during an interview at Four Seasons Hotel on December 28, 2012 in Buenos Aires, Argentina. (Photo by Federico Lopez Claro/LatinContent/Getty Images)

À parte a rivalidade entre Brasil e Argentina, o público brasileiro é um grande admirador do cinema argentino contemporâneo. E esse fenômeno apaziguador costuma ter um rosto, o do ator Ricardo Darín.

Nove Rainhas, O Filho da Noiva, O Segredo dos Seus Olhos, Um Conto Chinês e Relatos Selvagens são alguns dos filmes estrelados por Darín, que costuma acertar tanto nas interpretações dramáticas quanto nas cômicas.

Mas Darín também erra. Bastante, como ele diz em entrevista ao programa Sangue Latino, do Canal Brasil. “Eu cometo muitos erros, muitos erros.”

O ator defende a importância do erro como motor humano, ao mesmo tempo em que critica o que poderíamos chamar de “ditadura do acerto”, uma prática bastante vigente no mundo atual:

“Tudo está muito condicionado ao resultado. Tudo está muito condicionado à efetividade, ao acerto. Por exemplo, nossas gerações jovens atuais estão condicionadas a uma pressão permanente, que tem sido exercida, voluntária ou involuntariamente, sobre a juventude, no sentido de que devem acertar, devem ser bem-sucedidos em tudo o que fizerem. Eu detesto essa visão”, explica.

“Detesto a ideia de não poder errar, de não poder aprender com os erros, de não poder falhar, e nos levantarmos, nos recuperarmos e seguir em frente, porque esse é um dos motores do templo humano. Errar.”

Darín fala das maravilhas que a tecnologia – e o avanço dela – proporciona ao mundo, mas faz um contraponto à era digital em que vivemos.

“Tenho a sensação de que vamos perdendo espaço em termos de contato pessoal, o cara a cara, e acho, necessariamente, teremos que encontrar os lugares, os espaços e as oportunidades para podermos divagar e pode resgatar as utopias.”

Assista a um trecho da entrevista:

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