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PSDB deve indicar nomes para o governo de Temer, defende FHC a jornal

26/04/2016 10:56 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
YURI CORTEZ via Getty Images
Former Brasilian President, Fernando Henrique Cardoso arrives for a press conference at Technological of Monterrey Institute in the framework of 'Regional Forum: Safety, Drug Policy and Arms Control' in Mexico City on March 7, 2013. The forum was organized by Commission on Drug Policy and former Presidents of Colombia, Cesar Gaviria and Ruth Dreifuss from Switzerland were invited, too. AFP PHOTO/ Yuri CORTEZ (Photo credit should read YURI CORTEZ/AFP/Getty Images)

Em uma entrevista publicada nesta terça-feira (26) pelo jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu que o PSDB deve participar do eventual governo Michel Temer, com indicações de cargos. Segundo o político, o PSDB tem "responsabilidade política" pelo que está acontecendo.

"Eu sou propenso a entrar desde que as condições sejam explicitadas", disse. "Entrar como partido, indicando nomes, porque a situação do Brasil é mais grave do que aparece."

Com o possível afastamento de Dilma Rousseff, líderes do partido se pronunciaram contra sobre a possibilidade de aliança com o governo de Temer.

Na última segunda-feira (25), tanto o presidente do partido, senador Aécio Neves, quanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, enfatizaram que a legenda não quer cargos. Alckmin, inclusive, disse que é contra o partido fazer formalmente parte da gestão Temer, posição compartilhada pelo secretário geral do PSDB, Silvio Torres.

“Nós do PSDB não condicionamos nosso apoio a um futuro governo do vice Michel Temer a ocupação de quaisquer tipos de cargos", disse Aécio Neves. "Ao contrário, queremos um compromisso com essa agenda, com a permanência das investigações da Lava Jato, reforma política corajosa, que possa restabelecer a cláusula de barreira.”

Para FHC, o PSDB tem "responsabilidade política" por este movimento, uma vez que apoiou o impeachment. "Então não pode simplesmente dizer não entro [no governo]", disse à Folha.

Questionado sobre o risco de fazer parte de um governo que promete corte de gastos e até diminuição do Bolsa Família, o ex-presidente diz que a questão é ser realista e tentar dar mais eficiência a esses programas. Segundo ele, a verdade é que "não tem mais de onde tirar dinheiro".

"Eu nem vou discutir aumento de imposto, porque vai haver. Basta olhar as contas. Se depender de mim, o PSDB apoiaria [aumento]. Depende de qual, né?"

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